
Key Takeaways
O volume de comunicações de operações suspeitas enviadas ao Coaf cresceu 766,6% entre 2015 e 2024. Os números, conforme reportagem do Poder360, saltaram de 296.183 para 2.566.713. No mesmo período, os RIFs emitidos pelo órgão aumentaram de 4.304 para 18.762.
Esse dado concreto sinaliza uma transformação silenciosa no ambiente regulatório brasileiro. Para o mercado de apostas esportivas e iGaming, que opera sob a Lei nº 14.790/2023 e o licenciamento da SPA, o movimento reforça a necessidade de compliance robusto como condição de entrada e permanência. A digitalização via Pix e o volume de transações aceleram essa demanda.
O crescimento de 766,6% nas comunicações reflete não apenas maior capacidade de monitoramento, mas também a evolução tecnológica do sistema financeiro. A expansão de meios eletrônicos de pagamento e os mecanismos aprimorados de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo explicam parte dessa curva, como detalhado pelo Poder360.
No setor regulado de apostas, esse cenário eleva a régua. Operadoras precisam demonstrar que conhecem clientes, parceiros e fornecedores com profundidade. O compliance deixa de ser atividade restrita à área jurídica para influenciar contratações, abertura de contas e estratégias de expansão.
Investidores e instituições financeiras passaram a exigir programas de integridade mais maduros como pré-requisito para relações comerciais. No Brasil, onde a canalização do mercado paralelo ao regulado depende de confiança, essa exigência separa os operadores sérios daqueles expostos a fricções regulatórias.
Verificações pontuais no momento do cadastro tornaram-se insuficientes. Alterações societárias, mudanças de UBOs, inclusão de PEPs, novos processos judiciais, sanções ou notícias de mídia negativa podem surgir a qualquer momento do relacionamento comercial.
Práticas como KYC, KYB e due diligence de terceiros consolidaram-se como ferramentas permanentes de gestão de riscos. O modelo tradicional não acompanha a velocidade das informações no ambiente digital. Para operadoras de apostas, que lidam com grande volume de usuários e transações em tempo real, o monitoramento contínuo passa a ser infraestrutura essencial.
Aqui reside um risco concreto. Quem permanece ancorado em verificações estáticas aumenta a exposição a sanções, perda de licença ou danos à reputação. A cobertura do Poder360 e da Cedro Technologies destaca a transformação tecnológica, mas subenfatiza os desafios específicos do setor de apostas, onde o escrutínio regulatório é ainda mais intenso após a CPI das Bets e as portarias da SPA. O compliance não é custo acessório. É condição para operar com previsibilidade.
A integração de bases de dados, automação e uso crescente de inteligência artificial permite reduzir o tempo de análises, diminuir falsos positivos e direcionar equipes para investigações que exigem avaliação humana. Plataformas especializadas transformam grandes volumes de dados em decisões rápidas e consistentes.
“Nos últimos anos, observamos uma mudança importante. Antes, as empresas realizavam verificações pontuais para atender a exigências regulatórias. Hoje, o compliance tornou-se um processo contínuo de inteligência sobre clientes, parceiros e operações. Quem consegue transformar dados em confiança toma decisões melhores, reduz riscos antes que se materializem e fortalece a competitividade”, afirmou Bruno Zago, CEO da Cedro Technologies.
Essa perspectiva alinha-se diretamente com as demandas do mercado regulado. A expansão do open finance e das transações via Pix ampliam a necessidade de controles automatizados. O compliance evolui de função operacional para componente estratégico da governança.
Investidores e grandes empresas exigem maturidade em governança como diferencial competitivo. No setor de apostas, isso influencia desde a obtenção de licença SIGAP até a manutenção de relações com bancos e parceiros de pagamento. Demonstração de compliance robusto facilita acesso a novos mercados e reduz riscos operacionais.
A tendência aponta para intensificação nos próximos anos. Ampliação de relações internacionais, avanço da IA e evolução das exigências regulatórias tornam o tema ainda mais integrado à estratégia corporativa. Operadoras que chegam com disciplina regulatória saem na frente na canalização de apostadores do paralelo para o autorizado.
Do ponto de vista do operador, o excesso de complexidade sem ferramentas adequadas pode atrasar a entrada ou elevar custos de conformidade. Já o investimento precoce em monitoramento contínuo premia com agilidade comercial e confiança de stakeholders.
O compliance impulsionado por tecnologia, dados e inteligência permite construir confiança de forma escalável. Mais do que evitar penalidades, ele acelera processos, fortalece reputação e cria bases sólidas para expansão no mercado regulado.
As operadoras e investidores devem observar a curva do Coaf como indicador precoce de exigências futuras. No Brasil, onde o marco regulatório ainda amadurece, quem integra compliance desde o desenho reduz riscos e captura oportunidades com maior previsibilidade. A SCCG Management acompanha de perto esses movimentos, conectando parceiros-clientes a soluções que transformam exigências regulatórias em vantagem competitiva no ecossistema de apostas e iGaming.
Reporting: Compliance ganha destaque em ambiente de negócios complexo (www.poder360.com.br)
We've watched Brazil's regulated betting market mature fast under Law 14.790 and SPA licensing. This 766% spike in Coaf alerts tells me operators can't treat compliance as a checkbox anymore — it's continuous, tech-driven, and tied directly to your license. Miss it, and you're out.
SCCG angle: We connect operators to the compliance tech providers, payment partners, and regulatory advisors who've already cracked Brazil's monitoring standards. If you're navigating SPA licensing or building real-time AML infrastructure, we broker the intros that keep you ahead of Coaf's curve.
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