
TL;DR — Paper da Vanguard Overwatch defende canalização como métrica central de sucesso regulatório, criticando proibições na Austrália e analisando a regulação em Nova Zelândia. O estudo destaca que restrições excessivas levam consumidores a operadores ilegais, com exemplo de 80% do tabaco ilícito. Tem paralelos com a Lei 14.790/2023 no Brasil.
SCCG Take — Operadores e reguladores brasileiros devem calibrar regras para maximizar canalização, evitando que o mercado legal perca espaço para oferta offshore.
Como reportado pela Inside Asian Gaming, um novo paper de pesquisa da consultoria Vanguard Overwatch argumenta que o sucesso de qualquer regime regulatório de jogos deve ser avaliado pela canalização de apostadores para o mercado licenciado. O documento, escrito por Paul Newson, propõe que essa canalização se torne a questão política central para governos, em vez de discutir apenas se regular ou não o setor.
O estudo intitulado The Price of Losing Control: Channelisation and Regulatory Failure in Online Gambling critica decisões na Austrália e Nova Zelândia. Na Austrália, a proibição contínua de cassinos online, pôquer online e apostas esportivas in-play cria pressão crescente, com operadores offshore oferecendo esses produtos fora do perímetro regulado. Já a Nova Zelândia regula o cassino online para canalizar um mercado que já existe para o espaço licenciado, com licenças previstas para este ano.
O texto afirma que o objetivo de agências reguladoras não é eliminar a demanda, mas “minimize harm by regulating the legal market effectively and channelling consumers away from illegal operators”. Cita que “Prohibition does not work” e que evidências históricas de tabaco, álcool e jogos mostram que consumidores migram para oferta ilegal quando a legal é indisponível, excessivamente restritiva ou não competitiva.
Newson usa o exemplo do mercado ilícito de tabaco na Austrália, que responde por 80% do consumo devido a altos impostos, para ilustrar como desalinhamentos entre lei, desenho de mercado e enforcement geram oferta criminosa. O paper recomenda monitoramento em tempo real, compromissos claros de aplicação da lei, ações contra canais como criptomoedas e revisões regulares dos fatores que impulsionam o jogo ilegal.
A Lei 14.790/2023 estabelece o marco para apostas de quota fixa no Brasil, com licenças, outorgas e tributação destinadas a organizar o setor e reduzir a atuação ilegal. O mecanismo de ligação com o paper está na ideia de canalizar o mercado existente para operadores regulados supervisionados pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF), em vez de criar demanda nova, o que poderia preservar receita e integridade regulatória.
Como a fonte não menciona o Brasil, ainda não se sabe como recomendações sobre custo de licenciamento, escopo de produtos e enforcement contra influenciadores se aplicariam a ajustes na norma brasileira ou ao equilíbrio entre proteção ao consumidor e atratividade do mercado legal.
Reporting: Inside Asian Gaming
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We've spent three decades watching markets open and close. This research confirms what operators already know: if the legal product isn't competitive, bettors find another way. Brazil's 14.790/2023 framework has a real shot at channelization, but only if enforcement and market design stay balanced. That's where strategic advisory matters.
SCCG angle: SCCG has licensed operator partners across five continents and direct regulatory advisory experience in emerging markets. We help clients design compliant market entry strategies that maximize legal channelization—connecting operators with enforcement tech, payment compliance, and local regulatory intelligence to stay competitive against offshore alternatives.
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