
TL;DR — A CCT do Senado aprovou o PL 2.470/2026, que restringe severamente publicidade e patrocínios de apostas, proíbe bônus e produtos de alto risco e impõe multas de até R$ 2 bilhões. A proposta inclui crime para promoção de operadores irregulares e quarentena de 24 meses entre setor e regulação. O Plenário analisará o texto em regime de urgência.
SCCG Take — Operadores precisam revisar contratos de patrocínio e estratégias de marketing com urgência, priorizando conformidade e canais institucionais para mitigar riscos de sanções elevadas.
A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado Federal aprovou na quarta-feira projeto de lei que impõe restrições amplas à publicidade e aos patrocínios de apostas esportivas, além de novas proteções ao consumidor, regras de risco de produtos e penalidades para promoção de operadores não autorizados. O colegiado aprovou também requerimento de urgência para análise pelo Plenário.
O projeto de lei, de autoria da senadora Damares Alves e outros seis senadores, altera a Lei 14.790/2023. O senador Alessandro Vieira apresentou parecer favorável em substitutivo.
“This is a non-partisan initiative. It stems from society’s current understanding of the extent of the damage caused by so-called betting,” afirmou o relator.
O texto veda publicidade direta e indireta em televisão, rádio, impressos, mídia externa, streaming, podcasts, redes sociais, plataformas de vídeo, aplicativos, sites, blogs, fóruns, mecanismos de busca e demais ambientes online. Mensagens instantâneas, SMS, e-mail, notificações, publicidade algorítmica, telemarketing e perfilamento comportamental também são proibidos.
Patrocínios a clubes esportivos, federações, ligas, competições, eventos culturais, influenciadores, atletas e celebridades ficam vedados, inclusive direitos de nome e embaixadores. Contratos vigentes recebem 24 meses para adaptação ou encerramento. Bônus, apostas grátis, cashback, rodadas grátis e programas de fidelidade que incentivem aquisição ou retenção são banidos. Comunicação institucional própria permanece permitida, mas restrita a dados de acesso, autoexclusão e alertas obrigatórios.
Produtos serão classificados por potencial de dano, com avaliação prévia por órgão federal competente. Itens de alto risco, como roleta, caça-níqueis, jogos de colisão e esportes virtuais simulados, podem ser proibidos. Operadores devem adotar verificação permanente de idade, autoexclusão unificada, limites de apostas e detecção de comportamentos de risco, sem uso de dados de usuários autoexcluídos ou em tratamento.
Violações incorrem em sanções da Lei 14.790/2023, com multas de até R$ 2 bilhões. Promoção de operadores não autorizados vira crime com pena de um a cinco anos de prisão, agravada em um sexto a dois terços para influenciadores e pessoas conhecidas. A proposta prevê quarentena de 24 meses entre funções no setor de apostas e cargos regulatórios em ambos os sentidos.
Os operadores terão de ajustar imediatamente estratégias de marketing, patrocínios e plataformas para cumprir as novas obrigações, caso o texto avance. O foco em canais institucionais limitados e protocolos verificáveis de detecção de riscos define o caminho de conformidade exigido pelo substitutivo.
Reporting: Yogonet International
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We've spent three decades watching regulatory swings across 545 partnerships in every regulated market. Brazil's PL 2.470 isn't tweaking the rulebook — it's ripping out entire business models. Operators with sponsorship contracts, bonus engines, and digital marketing playbooks face a 24-month cliff. SCCG clients navigating LatAm need to understand how to pivot before the Plenário vote.
SCCG angle: SCCG has guided operators through marketing bans in Belgium, Italy, and Spain, and works directly with compliance, media, and sponsorship partners across LatAm. We help clients stress-test Brazil exposure, redesign acquisition funnels around institutional channels, and identify alternative growth markets before capital gets stranded in contracts that won't survive the Plenário.
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