
TL;DR — Romeu Zema promete proibir bets se eleito presidente, mas autorizou apostas online via Loteria Mineira em Minas Gerais em 2021. Sua campanha contrasta com posições flexíveis do Novo sobre taxação e mercado preditivo. Afirmações sobre 10 milhões de viciados e 180 mil suicídios carecem de respaldo oficial, enquanto a União arrecadou R$ 9,95 bilhões em 2025.
SCCG Take — A contradição expõe riscos de inconsistência regulatória para operadores, que devem monitorar como discursos eleitorais podem alterar o ambiente de apostas no Brasil.
Romeu Zema faz campanha à Presidência com a bandeira “chega de bets” e promete proibir as apostas esportivas se eleito, mas sua gestão no governo de Minas Gerais autorizou a Loteria Mineira a operar apostas esportivas e jogos online no domínio Lotominas.bet. A contradição foi exposta durante sabatina realizada nesta terça-feira (25/8) por O Globo, rádio CBN e Valor Econômico, conforme o BNLData.
Questionado sobre o decreto de 2021 que incluiu jogos online na Loteria Mineira, Zema afirmou ter seguido a lei federal para maximizar receitas estaduais e evitar processo por prevaricação. “Eu fiz de acordo com a lei federal. Eu não era obrigado a fazer, mas eu podia ser processado por prevaricação”, disse ele. A postura anti-apostas ganhou espaço na campanha após a entrada do senador Eduardo Girão (Novo-CE) como vice, conhecido por sua oposição às bets no Senado.
Enquanto Zema usa camisetas com “chega de bets” e compara o vício ao consumo de cocaína, o Novo adotou posições diferentes. No início deste ano, a bancada do partido na Câmara apresentou projeto para derrubar resolução do Conselho Monetário Nacional que restringia o mercado preditivo. Em fevereiro, durante votação do PL Antifacção, o Novo liberou a bancada para voto livre sobre taxação das bets. O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) declarou ser contrário ao mercado, mas contra aumento de impostos. Já o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) afirmou ser favorável ao funcionamento das bets. Em nota, o partido informou que “a decisão é de foro individual, respeitada a consciência de cada filiado”.
A campanha de Zema incluiu números sem respaldo em fontes oficiais, como 180 mil tentativas de suicídio e 10 milhões de viciados em apostas. O BNLData atribuiu ao candidato o Selo Fake, pois a estimativa de 10 milhões implicaria taxa de dependência 23 vezes acima da média mundial. A arrecadação federal de cerca de R$ 9,95 bilhões em 2025 com impostos de apostas é verificável, mas Zema errou ao negar programas de apoio: desde março de 2026, o SUS oferece teleatendimento psicológico para apostadores, com capacidade para até 100 mil atendimentos mensais.
Se eleito, Zema pretende restringir ou proibir loterias baseadas exclusivamente em apostas esportivas online, impondo limitações mesmo sem aval do Congresso. Ele também excluiu a Caixa Econômica Federal de eventuais privatizações. Essa exposição durante a sabatina revela divergências entre discurso de campanha e ações administrativas prévias no setor de apostas.
Reporting: BNLData
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We've seen this movie before: candidates campaign on prohibition while their own governments rake in revenue. This isn't about morality — it's about who controls the money. For operators with exposure in Minas or national expansion plans, Zema's contradiction signals unstable policy terrain. SCCG helps clients read between the lines and build compliance strategies that survive election cycles.
SCCG angle: SCCG's Brazil network includes regulatory advisors and state lottery experts who've worked through three administrations. We help operators distinguish campaign noise from actual policy risk — and build licensing and compliance roadmaps that hold up regardless of who wins in 2026. We've guided clients through far messier political transitions.
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