SCCG · Licensing

Proibições de Publicidade de Apostas Fortalecem o Mercado Ilegal em Cinco Países

operatefreshsouth-americaeurope
Proibições de Publicidade de Apostas Fortalecem o Mercado Ilegal em Cinco Países

TL;DR — Estudo da iGaming Complete mostra que proibições de publicidade aumentaram o mercado ilegal na Itália, Bélgica, França e Países Baixos, com redução do legal e da arrecadação. No Brasil, onde o ilegal já representa 38% a 44%, propostas semelhantes podem agravar a canalização e enfraquecer proteções ao apostador.

SCCG Take — O regulador brasileiro deve priorizar regras rígidas de publicidade que favoreçam o licenciado, evitando que o Estado perca controle tributário e de compliance para o mercado ilegal.

Enquanto projetos de lei no Congresso Nacional propõem restringir ou banir a publicidade de plataformas de apostas esportivas e jogos online autorizadas pelo governo federal, um estudo comparativo internacional alerta para os riscos dessa abordagem. Conforme reportagem da BNLData, baseada em análise da consultora Tonet Quiogue, sócia da Arden Consult, para a plataforma iGaming Complete, o resultado recorrente é o crescimento do mercado ilegal e a redução do regulado. O caso mais recente é o Projeto de Lei nº 2347, apresentado em 26 de julho de 2026 pelo senador filipino Francis “Chiz” Escudero, que veda anúncios, patrocínios e endossos em todos os meios.

Evidências de Itália, Bélgica, França, Países Baixos e Reino Unido

A Itália adotou proibição total com o Decreto Dignità de 2018. Oito anos depois, o mercado ilegal online é estimado em € 20 bilhões anuais, superior aos € 11,47 bilhões do mercado legal. Investigação parlamentar de 2022 concluiu que o jogo ilegal e entre menores continuou a crescer, levando o Senado e a AGCOM a discutirem flexibilização. Na Bélgica, a proibição quase total de julho de 2023 elevou em 6% o número de jogadores em sites ilegais e em 4% os depósitos em três meses, com operadores ilegais mirando o país aumentando 4,4 vezes. A França registra 5,4 milhões de jogadores em sites ilegais, contra 3,5 milhões no regulado, com perda estimada de € 1,2 bilhão por ano em impostos. Nos Países Baixos, a taxa de canalização caiu para 49% no primeiro semestre de 2025.

Em contraste, o Reino Unido permite publicidade sob regras rígidas de conteúdo, horário e segmentação, retendo cerca de 98% do mercado de jogos online no sistema licenciado. O estudo destaca que silenciar o mercado legal resulta em mercados ilegais maiores, enquanto regras estritas permitem canalização elevada. Episódio nas Filipinas com a operadora licenciada Casino Plus, multada em 1 milhão de pesos por promoção não aprovada, mostra que apenas os licenciados são fiscalizáveis, ao contrário das mais de mil plataformas ilegais.

Implicações para o Arcabouço Regulatório Brasileiro

O paralelo com o Brasil é direto. Estudo da LCA Consultores, norteado pela pesquisa do Instituto Locomotiva e divulgado recentemente, estima fatia de mercado ilegal entre 38% e 44%, mesmo com o arcabouço regulatório vigente desde 2025 e medidas contra operadores não autorizados. Propostas legislativas que limitam a publicidade do mercado licenciado, com sinalização de apoio da Secretaria de Comunicação Social da Presidência e do Ministério da Fazenda, retiram a principal ferramenta de canalização sem equivalente contra o ilegal, que continua via redes sociais e influenciadores. O mecanismo observado nos outros países indica redução da base tributável e perda de proteções como verificação de idade, limites de depósito e autoexclusão para apostadores que migram. Como resume a análise, “Regular é governar: quando o Estado se ausenta, a ilegalidade ocupa o espaço.” O que ainda não se sabe é o impacto exato no volume total de apostas ou na efetividade de bloqueios de domínios no ambiente digital brasileiro.

Reporting: BNLData

Generated by SCCG’s automated editorial system from published source reporting. SCCG Management holds editorial responsibility.

Steve’s read · SCCG Intelligence

Silencing legal operators hands share to illegal books — Brazil's 38-44% gray market will explode if it follows Europe's mistake.

We've watched regulators in five countries strangle their own licensing regimes with ad bans, only to see tax revenue vanish and player protections evaporate. Brazil sits at a fork: strict advertising rules that favour the licensed, or a blanket ban that feeds the gray market already claiming 44% share. The data is unambiguous.

SCCG angle: SCCG has navigated every major regulated launch globally. For clients eyeing Brazil or defending position in Europe, we connect you to the regulators, compliance architects, and local trade bodies who shape advertising frameworks before bans take hold — and to the data partners who prove channelization to lawmakers in real time.

SCCG Media · Daily briefing

Gaming, betting and prediction markets — the desk’s read, every weekday.

Subscribe →

Related

SponsoredFrame Payments — SCCG partnerEndorphina Secures Alberta iGaming Provider Licence, Reaching 59 Regulated JurisdictionsTimișoara Bans New Gambling Halls with Existing Venues Facing Licence-Driven Closure by 2027
Curated by SCCG · Powered by SCCG Technology