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Justiça de São Paulo rejeita pedido de R$ 163 milhões contra Blaze por perdas em apostas

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Justiça de São Paulo rejeita pedido de R$ 163 milhões contra Blaze por perdas em apostas
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A Justiça de São Paulo negou pedido de R$ 163 milhões contra a Blaze por perdas voluntárias de apostas, apesar de alegações de ludopatia. O advogado movimentou R$ 6,6 bilhões em 18 meses com 2.145 depósitos. Investigação da PF sobre R$ 1,4 bilhão por lavagem de dinheiro corre em paralelo.

SCCG Take — O veredito protege operadores que documentam consentimento em apostas de alto valor, mas exige protocolos robustos de proteção ao jogador para mitigar riscos judiciais e regulatórios futuros.

A Justiça de São Paulo negou o pedido do advogado Willer Tomaz para recuperar R$ 163 milhões que afirma ter perdido em apostas na plataforma Blaze. O juiz Guilherme Madeira Dezem, da 44ª Vara Cível da capital, entendeu que Tomaz assumiu voluntariamente os riscos ao solicitar condições especiais para apostas de alto valor, incluindo mesas exclusivas de blackjack e limites operacionais elevados.

O magistrado considerou que as perdas financeiras e o abalo emocional são consequências normais dos riscos assumidos pelo apostador. Apesar de rejeitar o ressarcimento, a decisão determina que a Blaze deixe de enviar ofertas e promoções ao advogado. O caso envolve alegações de ludopatia e falhas da plataforma, mas o juiz priorizou a conduta voluntária de Tomaz.

Movimentação Financeira e Argumentos das Partes

Entre janeiro de 2025 e julho de 2026, Tomaz realizou 2.145 depósitos que somaram R$ 325 milhões, gerando movimentação total de R$ 6,6 bilhões com a reutilização de valores em apostas sucessivas, conforme documentos citados no processo. A defesa alegou prejuízo líquido de R$ 188,5 milhões, mas limitou o pedido judicial a R$ 163 milhões por não dispor de dados anteriores a 2025. Tomaz recebeu R$ 42,2 milhões em bônus por assiduidade e questionou os limites de saque, fixados em R$ 100 mil por solicitação, enquanto depósitos chegavam a R$ 500 mil.

A Blaze contestou a visão de prejuízo, afirmando que a movimentação líquida não equivale a dano financeiro, pois considera entradas, saques e reapostas ao longo do período. A defesa de Tomaz sustentou que ele comunicou o diagnóstico de ludopatia e pediu bloqueio da conta em três ocasiões.

Investigações Paralelas e Implicações para Operadores

O caso ganhou repercussão por ligações de Tomaz com o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A Polícia Federal investiga movimentações de cerca de R$ 1,4 bilhão envolvendo Tomaz e a Blaze, sob suspeita de lavagem de dinheiro. Tomaz nega irregularidades e afirma que as operações ocorreram em contas próprias, de forma transparente e rastreável. A decisão civil não representa conclusão sobre as apurações federais.

Como reportado pela Yogonet Brasil, o veredito reforça que tribunais podem reconhecer a assunção de riscos em apostas de alto valor solicitadas pelo próprio usuário. Para operadores, o episódio sinaliza a necessidade de registrar de forma clara consentimentos, comunicações sobre limites e interrupções de promoções em casos reportados de ludopatia. Plataformas devem avaliar como equilibrar experiência de jogo com evidências de proteção ao apostador, especialmente diante de volumes elevados e escrutínio policial paralelo.

Reporting: Yogonet Brasil

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