
Apenas três dos 14 clubes protestaram publicamente contra a proibição: Flamengo, Fluminense e São Paulo. Os demais adotaram estratégias diferentes para ocupar os espaços deixados pelas operadoras, com sete equipes sem patrocinador máster nas camisas. As bets representavam 34% das receitas de marketing em 2025, dos quais aproximadamente R$ 1,1 bilhão de R$ 3,2 bilhões.
SCCG Take — A baixa mobilização revela preferência por substituições rápidas, o que pode enfraquecer a defesa do mercado regulado e acelerar migração para o ilegal.
Apenas três dos 14 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro que tinham patrocínio de casas de apostas protestaram publicamente contra a proibição do setor por meio de mensagens nos uniformes. Flamengo, Fluminense e São Paulo estamparam a frase “Proibir não é proteger” nos uniformes durante o clássico disputado em 11 de outubro, no Maracanã. A mensagem também havia aparecido na camisa rubro-negra na partida contra o Santos, em 8 de outubro. A ação foi organizada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), segundo o Poder360.
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, afirmou que a iniciativa partiu das patrocinadoras máster Betano e Superbet. O São Paulo adotou a mesma mensagem em 17 de outubro, após a saída da Superbet do espaço principal da camisa. As entidades argumentam que a retirada das operadoras regulamentadas não elimina a atividade, mas pode favorecer a migração para plataformas clandestinas sem fiscalização.
Os demais clubes adotaram estratégias diferentes. Corinthians anunciou acordo com a Shopee para as partidas restantes de 2026. Santos fechou com o Agibank até o fim da temporada. Flamengo substituiu a Betano pela divulgação da Flamengo TV, enquanto São Paulo promoveu a Superscore, plataforma ligada ao grupo da Superbet.
Botafogo passou a divulgar o Camisa 7, Vasco e Athletico-PR usaram os uniformes para promover programas de sócio-torcedor. Santos também divulgou o Instituto Leão do Mar. Bahia, Chapecoense, Cruzeiro, Grêmio, Vitória, Palmeiras e Atlético-MG estavam sem patrocinador máster no levantamento. Sete equipes permaneciam sem patrocinador máster nas camisas.
As bets representavam 34% das receitas de marketing dos 20 maiores clubes em 2025. Os clubes movimentaram R$ 3,2 bilhões em receitas de marketing, dos quais aproximadamente R$ 1,1 bilhão veio de patrocínios de apostas, segundo levantamento da Sports Value. A mudança afeta uma das principais fontes de receita comercial do futebol brasileiro.
A baixa adesão ao protesto indica que muitos clubes priorizam soluções pontuais em vez de uma posição coletiva mais ampla. Operadores do setor devem observar como essa transição influencia parcerias futuras e a visibilidade regulada, especialmente diante do risco de fortalecimento do mercado clandestino sem proteções ao apostador.
Reporting: Yogonet Brasil
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