
A MP 1.394/2026 força a CONMEBOL a usar superposição virtual em transmissões para o Brasil, inativa o contrato da Sportingbet e questiona a Betsson na camisa do Boca Juniors. O artigo 16 da medida gera dúvidas jurídicas sobre uniformes de times estrangeiros. O Congresso definirá o futuro dos patrocínios.
SCCG Take — O vazio legal exige que operadores monitorem as resoluções congressuais, pois podem alterar acordos internacionais de patrocínio e o cumprimento da Lei 14.790/2023 no mercado brasileiro.
A Medida Provisional 1.394/2026, que veta a operação, comercialização e publicidade de apostas esportivas no Brasil, obriga a CONMEBOL a redesignar a exposição de patrocinadores em competições continentais. A entidade aplica superposição virtual para substituir anúncios de apostas nas transmissões ao público brasileiro, enquanto o contrato exclusivo da Sportingbet para a Copa Libertadores no Brasil fica inativo e a marca Betsson na camisa do Boca Juniors gera incerteza jurídica. O futuro dos acordos depende das definições do Congresso, conforme reportagem da Focus Gaming News.
Para cumprir as restrições sem romper contratos internacionais, a CONMEBOL usa tecnologia de superposição virtual nos painéis de LED dos estádios. O sistema segmenta o sinal: transmissões internacionais mantêm as marcas do setor, mas as destinadas ao Brasil exibem mensagens institucionais ou de outros patrocinadores. O mecanismo foi testado na semifinal da Copa Sudamericana entre Vasco da Gama e Boca Juniors, com vitória por 1 a 0, e no jogo entre Estudiantes de La Plata e Flamengo pela Copa Libertadores.
Essa solução técnica não resolve todos os casos. A Sportingbet, que também patrocinava o Palmeiras, tem seu acordo de patrocínio exclusivo para o mercado brasileiro agora inativo. A empresa aguarda as decisões do Congresso para definir os próximos passos comerciais.
O ponto mais sensível envolve os uniformes de equipes estrangeiras. Embora a publicidade estática seja alterada por tecnologia, o artigo 16 da Medida Provisional 1.394/2026 proíbe conteúdos que promovam apostas direcionadas a brasileiros. Não há interpretação unificada sobre a aplicação da norma a camisetas de clubes visitantes, como a do Boca Juniors com a Betsson, contrato assinado legalmente na Argentina. O caso lembra restrições históricas na Fórmula 1 com o tabaco no Autódromo de Interlagos. Com o jogo de volta previsto para 20 de outubro no Maracanã, a CONMEBOL navega incertezas normativas.
No contexto brasileiro, a Medida Provisional 1.394/2026 cria um vácuo que ainda não se sabe como afeta diretamente a Lei 14.790/2023, responsável pelo marco regulatório das apostas e pela definição de alíquotas tributárias. A fonte não detalha o mecanismo de ligação com normas da SPA/MF ou dados de arrecadação da Receita Federal, deixando operadores, reguladores e investidores sem clareza sobre ajustes necessários no compliance ou nos modelos de licenciamento até que o Congresso se manifeste.
Reporting: Focus Gaming News LatinoAmerica
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