
Mateo Lenoble, da Kambi, afirma que a MP que proibiu as bets interrompe projetos no Brasil e cria insegurança jurídica duradoura, mesmo com possível retomada. Ele alerta para migração ao mercado ilegal e maior risco de manipulação de resultados. A entrevista destaca a necessidade de regulação consistente para preservar a integridade esportiva.
SCCG Take — O alerta de Lenoble mostra como mudanças regulatórias abruptas afastam investimentos em tecnologia e enfraquecem o combate à manipulação, reforçando a urgência de alinhamento estável com a Lei 14.790/2023 para o setor brasileiro.
A proibição das bets por Medida Provisória interrompe os projetos de fornecedores que atuam apenas em mercados regulados no Brasil. Em entrevista exclusiva ao iGaming Business, Mateo Lenoble, diretor da Kambi para a América Latina, avalia que a medida causa transtorno nos planos de crescimento e que a incerteza jurídica pode perdurar mesmo após eventual retomada das operações.
Lenoble ressalta que o mercado brasileiro está entre os maiores do mundo e que a Kambi estaria aberta a retornar sob novo marco regulatório. No entanto, a possibilidade de repetição de violações às normas reguladas gera receio entre investidores. A empresa apoia clientes-chave que utilizavam sua plataforma completa de apostas esportivas até a edição da MP.
“Isso certamente nos afeta, pois trabalhamos somente em mercados regulados. A Medida Provisória que proibiu as bets no Brasil causa um transtorno nos projetos que vínhamos desenvolvendo no país”, afirmou Lenoble. Alguns operadores parceiros atuam apenas no país e sofrem mais, enquanto outros mantêm operações em outras jurisdições. A Kambi mantém parcerias globais para combate à manipulação de resultados e integra a International Betting Integrity Association (IBIA).
A entrevista ganha importância diante da Lei 14.790/2023, que instituiu a regulação das apostas de quota fixa e previu outorgas e tributação sobre o GGR. A MP citada por Lenoble representa um revés que pode reduzir a confiança de operadores e fornecedores que se prepararam para atuar sob esse marco. O executivo explica que “o mercado regulamentado ajuda a combater a manipulação dos jogos e a garantir integridade esportiva” e que, sem regras claras, apostadores migram para plataformas clandestinas, diminuindo a capacidade de fiscalização do governo e da SPA/MF.
A fonte não detalha como a MP se reconciliará com as disposições da Lei 14.790/2023, qual será o prazo de resolução ou o efeito sobre a alíquota vigente e os mecanismos de integridade já previstos. Lenoble adverte que “há, sim, riscos de comprometimento da integridade esportiva”. Operadores e investidores ficam sem clareza sobre o momento em que a estabilidade regulatória será restabelecida, o que pode atrasar aportes e parcerias tecnológicas no setor.
Reporting: iGB Brasil
Generated by SCCG’s automated editorial system from published source reporting. SCCG Management holds editorial responsibility.
Gaming, betting and prediction markets — the desk’s read, every weekday.
Subscribe →