
O Brasil registrou 221 novos sites ilegais de apostas entre 9 e 12 de outubro, com 1.439 links suspeitos de apostas divulgados nos canais monitorados, principalmente no Telegram. Em 12 de outubro, 30.844 sites clandestinos permaneciam ativos. A ANJL relaciona esse cenário à proibição após a edição da Medida Provisória 1.394 e ao aumento da exposição de crianças e adolescentes.
SCCG Take — O dado reforça a necessidade de bloqueios mais ágeis e ferramentas de proteção para limitar o alcance das plataformas clandestinas sobre públicos vulneráveis.
O Brasil registrou 221 novos sites ilegais de apostas entre 9 e 12 de outubro, durante o feriado prolongado do Dia das Crianças. Os números são de um levantamento da Legitbet, plataforma de monitoramento mantida pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), conforme reportado pela Yogonet Brasil.
No mesmo intervalo, o sistema detectou 1.439 links suspeitos de apostas, divulgados principalmente no Telegram. Em 12 de outubro, 30.844 sites clandestinos permaneciam ativos e acessíveis no país.
Para a ANJL, o avanço dessas operações irregulares amplia os riscos para os apostadores e aumenta a exposição de crianças e adolescentes aos jogos de apostas on-line. A entidade liga o cenário à proibição das bets legalizadas após a edição da Medida Provisória 1.394 pelo governo federal.
Conforme publicado no BNLData, a associação observa que os dados não permitem afirmar migração de apostadores das plataformas regulamentadas para as ilegais. Ainda assim, o aumento dos domínios clandestinos facilita o acesso de menores de 18 anos, que estão proibidos no mercado regulado.
Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, destacou que a falta de mecanismos de proteção nas plataformas ilegais agrava o problema. No mercado regulamentado, recursos como verificação de identidade por reconhecimento facial impedem o acesso de menores.
“Quando você tem milhares e milhares de sites ilegais disponíveis na web e, ainda, mais de mil circulando em canais como o Telegram, é inegável que o assédio virtual dessas plataformas clandestinas também cresce sobre crianças e adolescentes. E quanto maior o assédio, maior a quantidade de acessos de um público que, no mercado regulado, não tem permissão para apostar, como prevê a regulamentação brasileira”, disse Lemos Jorge.
O monitoramento contínuo revela a persistência das operações clandestinas mesmo após medidas regulatórias recentes.
Reporting: Yogonet Brasil
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