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Nova York Avança com Proposta para Restringir IA na Personalização de Apostas Esportivas

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Nova York Avança com Proposta para Restringir IA na Personalização de Apostas Esportivas
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A NYSGC aprovou por unanimidade proposta que restringe IA na personalização de promoções e detecção de riscos em apostas, com consulta pública pendente. Afeta nove operadores e gerou posição colaborativa da indústria. No Brasil, a Lei 14.790/2023 ainda não detalha regras equivalentes.

SCCG Take — Operadores brasileiros devem mapear ferramentas de IA atuais para antever possíveis exigências da SPA/MF em proteção ao consumidor, evitando surpresas regulatórias.

A Comissão de Jogos do Estado de Nova York (NYSGC) avançou com uma proposta aprovada por unanimidade em votação realizada em 9 de outubro de 2026, que impõe limites ao uso de inteligência artificial (IA) para personalizar promoções, bônus, recomendações e limites de apostas esportivas. A iniciativa busca proteger consumidores contra incentivos automatizados a comportamentos de jogo potencialmente prejudiciais e ainda passará por consulta pública antes de virar norma definitiva. Como reportado pela Zona de Azar, a medida alcança operadores móveis, fornecedores tecnológicos e afiliados comerciais.

Detalhes das Restrições e Iniciativas Complementares

A proposta proíbe o emprego de sistemas de aprendizado de máquina, IA generativa e perfis algorítmicos para customizar promoções, cuotas, mensagens comerciais, sugestões de produtos, tipos de apostas e valores indicados. As restrições não valem para usuários que concedam consentimento explícito nem para apostas hípicas sob sistema de apostas mútuas. A NYSGC tomou como referência norma semelhante de Nova Jersey.

Na mesma reunião, a comissão avançou outra medida que obriga operadores a identificar usuários com sinais de risco e designar responsável para contatá-los e oferecer assistência em jogo responsável. Brian O’Dwyer, presidente da NYSGC, manifestou preocupação com apostadores restritos em uma plataforma que abrem contas em concorrentes e pediu cooperação entre empresas. Kathy Hochul, governadora, incluiu essas ações em agenda de março de 2026 que abrange prevenção de jogo entre menores, proteção a vulneráveis e maior accountability dos operadores.

O estado autorizou nove operadores de apostas móveis, entre eles DraftKings, FanDuel, BetMGM, Fanatics, Caesars Sportsbook e Rush Street Interactive. Nova York cobra taxa de 51% sobre a receita bruta dessas apostas e a indústria gera mais de US$ 1 bilhão anuais em impostos, conforme Joe Maloney, presidente da Sports Betting Alliance, que se disse disposto a dialogar com reguladores.

Leitura para o Mercado Brasileiro

A Lei 14.790/2023, que institui o marco das apostas de quota fixa no Brasil, atribui à Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF) a definição de regras de jogo responsável e obrigações dos operadores. Contudo, a lei e as normas até agora editadas pela SPA/MF não tratam de forma específica do uso de IA em personalização de ofertas ou detecção automatizada de riscos, como faz a proposta de Nova York. Ainda não se sabe se o regulador brasileiro acompanhará essa linha ou definirá mecanismos próprios de limitação e consentimento.

A evolução da consulta pública em Nova York merece acompanhamento de operadores e investidores brasileiros, pois pode antecipar exigências semelhantes de compliance em marketing algorítmico e reforço de controles de jogo responsável no mercado local.

Reporting: Zona de Azar

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