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Flamengo exibe protesto contra proibição de bets com frase em uniforme e placas nos estádios

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Flamengo exibe protesto contra proibição de bets com frase em uniforme e placas nos estádios
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Flamengo e outros clubes protestaram contra a medida provisória do governo Lula que proíbe bets, exibindo “Proibir não é proteger” em uniformes e placas nos jogos de 8 de outubro de 2026. A ação responde ao anúncio de 25 de setembro e ao manifesto “fim do futebol brasileiro”. Reunião para discutir impactos e socorro financeiro foi adiada.

SCCG Take — O protesto expõe tensão entre o marco da Lei 14.790/2023 e a nova proibição, pressionando por clareza sobre licenças e receitas dos clubes.

O Flamengo entrou em campo contra o Santos na quinta-feira, 8/10, com a frase “Proibir não é proteger” estampada na área frontal do uniforme, no espaço do patrocinador master. A mensagem integra uma ação coletiva de repúdio à medida provisória do governo Lula que veta o funcionamento de casas de apostas online.

A iniciativa se estendeu a outros jogos da rodada do Brasileirão. Empresas ligadas à Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) cederam espaços em placas publicitárias para veicular o mesmo manifesto, conforme reportado pelo BNLData.

Mensagens exibidas e resposta dos clubes à medida provisória

As placas alternaram frases diretas: “Proibir quem segue as regras favorece quem?”, “Não se muda a regra no meio do jogo”, “A demanda não acaba, apenas muda de endereço”, “A quem interessa o mercado ilegal?” e “Quem lucra com as bets ilegais?”. No 25 de setembro, o governo anunciou o veto às bets. Os clubes reagiram com manifesto conjunto intitulado “fim do futebol brasileiro”. A reunião prevista no Palácio do Planalto para tratar dos impactos, inclusive possível linha de crédito para socorro financeiro às equipes, foi adiada.

Ligação com o marco regulatório vigente e o que ainda não se sabe

A medida provisória confronta diretamente a Lei 14.790/2023, que estruturou o mercado legal de apostas esportivas no Brasil e definiu regras de outorga pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF). O texto da fonte não esclarece o mecanismo que liga a proibição ao arcabouço tributário da Receita Federal nem indica se as autorizações já concedidas serão revogadas ou mantidas. O que ainda não se sabe é como o governo pretende tratar os contratos de patrocínio em vigor e o recolhimento de tributos sobre o GGR, gerando incerteza imediata para operadores e clubes que dependem dessas receitas.

Acompanhar a nova data da reunião no Planalto será decisivo para medir o real alcance da proibição e eventuais medidas de transição para o setor.

Reporting: BNLData

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