
O manifesto ‘Proibir não é proteger’ ocupa placas em nove jogos da 29ª rodada do Brasileirão, promovido por ANJL e IBJR. A campanha lança portal que detalha proteções do mercado regulado e repasses de R$ 4,53 bilhões em 2025, alertando para mais de 2 mil demissões e domínio de 100% do ilegal após a MP 1.394/2026.
SCCG Take — A visibilidade nos campos reforça a urgência de estabilidade regulatória para preservar empregos e proteções ao apostador. Operadores devem usar esses dados para influenciar debates sobre fiscalização eficaz contra o clandestino.
O manifesto “Proibir não é proteger”, das empresas de apostas legalizadas, continua presente nos campos durante a 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em nove jogos realizados nesta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), associadas à Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) cedem espaços publicitários nas placas ao redor do campo para a campanha. A ação lança também o portal www.apostoquevocenaosabia.com, que detalha as proteções do mercado regulado.
As placas trazem quatro blocos de mensagens com o lema central. O primeiro reforça que proibir não é proteger, que não se muda a regra no meio do jogo e questiona a quem favorece a proibição de quem segue as regras. O segundo destaca perdas para o futebol e indaga quem lucra com as bets ilegais. O terceiro afirma que a demanda não acaba, apenas muda de endereço, e pergunta a quem interessa o mercado ilegal. O quarto convida o público a conhecer mais sobre a regulação das apostas e direciona para o novo site.
O portal www.apostoquevocenaosabia.com explica seis proteções garantidas pelo mercado regulado: reconhecimento facial para abrir conta e sacar, pagamento de impostos com destinação definida em lei, restrições à publicidade, limites de jogo responsável e autoexclusão, bloqueios de acesso de menores de idade e uso de cartão de crédito, monitoramento contra manipulação de resultados e prevenção à lavagem de dinheiro. Entre os dados, o site registra o repasse de R$ 4,53 bilhões em 2025 para áreas como esporte, segurança pública, educação e saúde. Todo o conteúdo é referenciado com leis, portarias e estudos.
Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, afirma: “Por meio do manifesto, mostraremos, mais uma vez, a importância do mercado regulado de apostas tanto para os apostadores quanto para toda a sociedade e que não se mudam regras no meio do jogo. É fundamental dar transparência às contribuições da indústria para o país, inexistentes no mercado ilegal, que, infelizmente, a partir da Medida Provisória, passou a dominar 100% das apostas no Brasil”. Carlos Lima, presidente do IBJR, destaca que a proibição não faz a procura por bets desaparecer, apenas a empurra para plataformas sem garantias, com mais de 2 mil demissões já registradas e impactos em clubes, patrocínios e famílias. Segundo reportagem do BNLData, a iniciativa faz parte de ações mais amplas de combate ao ilegal, como o movimento “Todos contra o ilegal” lançado em agosto.
O manifesto, assinado por ANJL, IBJR e operadoras licenciadas, alerta que a proibição não acaba com as apostas, mas elimina proteções e fortalece o crime organizado em ambientes sem fiscalização. As entidades defendem discussão sobre limites de depósito, regras rígidas de publicidade, cuidado com saúde mental e rigor contra sites clandestinos. A campanha reforça que um mercado altamente regulado oferece as melhores condições para enfrentar o jogo problemático e o endividamento familiar.
Essa ação mantém o debate sobre a Medida Provisória 1.394/2026 visível para torcedores e autoridades. O setor sinaliza disposição para contribuir com aprimoramentos regulatórios que priorizem transparência e segurança, em vez de rupturas que ampliam a clandestinidade.
Reporting: BNLData
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