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Autoexclusões na Pensilvânia sobem 18% e acendem alertas sobre vício em apostas online

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Autoexclusões na Pensilvânia sobem 18% e acendem alertas sobre vício em apostas online
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Autoexclusões na Pensilvânia cresceram 18% e já somam mais de 30 mil pessoas, em meio à alta de 18% na receita online. Relatórios locais indicam que 2,5% a 6,4% dos adultos podem ser jogadores problemáticos. No Brasil, a Lei 14.790/2023 exige medidas de responsabilidade, mas dados locais equivalentes ainda não foram detalhados pela SPA/MF.

SCCG Take — Operadores e reguladores brasileiros precisam acompanhar esses indicadores internacionais para calibrar ferramentas de mitigação antes que o volume de autoexclusões force ajustes normativos com impacto direto na receita.

O número de residentes da Pensilvânia que se voluntariam para excluir-se do jogo subiu 18% no último ano fiscal. Mais de 30 mil pessoas estão agora afastadas de uma ou mais modalidades de apostas, conforme o relatório anual da Pennsylvania Gaming Control Board, reportado pela Yogonet International. Há seis anos, o total era inferior a 1.500 adesões.

A tendência se acentua desde a abertura do primeiro cassino online do estado em 2019. Relatos locais apontam conflitos familiares, perdas financeiras graves e casos de suicídio ligados ao vício. Um relatório de 2025 do Pennsylvania Department of Drug and Alcohol Programs estima que entre 2,5% e 6,4% dos adultos do estado podem ser classificados como jogadores problemáticos, ou cerca de 200 mil a 700 mil pessoas. Quem joga em múltiplas plataformas apresenta maior risco.

Expansão do jogo online e pressão por novas regras

A receita de apostas online cresceu 18% no ano passado, enquanto a de cassinos presenciais recuou 0,5%. As slots online dominam a maior parte da receita de internet; as apostas esportivas respondem por menos de um quarto desse valor. No total, o estado superou US$ 7 bilhões em receita de jogos pela primeira vez, gerando mais de US$ 3 bilhões em impostos.

Um relatório não partidário de julho defendeu novas regulações para conter o avanço do jogo problemático. A Pennsylvania Gaming Control Board propôs uma revisão completa das normas, com restrições à publicidade de cassinos. Filadélfia lidera o ranking nacional de volume de anúncios de apostas, seguida por Pittsburgh na quinta posição. O senador Wayne Fontana defendeu a proibição de cartões de crédito em cassinos online, mas o Legislativo ainda não aprovou reformas amplas.

O que se sabe e o que falta no contexto brasileiro

A Lei 14.790/2023 estabelece no Brasil o marco para apostas de quota fixa e exige que operadores adotem medidas de jogo responsável, incluindo opções de autoexclusão gerenciadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF). A norma prevê ainda alíquota de 12% sobre o GGR e obrigações de compliance para mitigar riscos de lavagem de dinheiro e vício. No entanto, a fonte não informa o volume atual de autoexclusões no mercado brasileiro nem apresenta dados da Receita Federal sobre evolução recente desses números. Também não se sabe se a SPA/MF planeja ajustes normativos inspirados em tendências observadas nos Estados Unidos ou se medirá o impacto de campanhas publicitárias intensas como as vistas na Pensilvânia. Permanece desconhecido o ritmo de adesão aos programas de autoexclusão sob a regulação atual e se o regulador brasileiro considera o trade-off entre receita tributária e medidas mais restritivas.

Reporting: Yogonet International

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