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Operadoras de apostas exibem protesto em placas do Brasileirão contra MP que proíbe o mercado legalizado

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Operadoras de apostas exibem protesto em placas do Brasileirão contra MP que proíbe o mercado legalizado
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Bets legalizadas protestaram no Brasileirão contra a MP 1.394 com mensagens que alertam para o crescimento do mercado ilegal. Antes em 41% do volume, o ilegal pode chegar a 100%, com risco de R$ 73 bilhões em arrecadação entre 2027 e 2030 e 31 milhões de usuários afetados. ANJL e IBJR defendem regulação para proteger apostadores.

SCCG Take — A proibição ameaça investimentos de clubes e operadoras ao impulsionar o ilegal. Reguladores precisam priorizar diálogo sobre limites e fiscalização para evitar perda de controle e arrecadação.

As bets legalizadas usaram as placas de publicidade nos estádios do Brasileirão para manifestar oposição à Medida Provisória 1.394. A ação ocorreu nos jogos de São Paulo x Santos, na sexta-feira (2), e Atlético-MG x Bragantino, no sábado (3), com as frases “Proibir não é proteger” e “A proibição não acaba com as apostas”.

A iniciativa partiu de associadas à Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). Ela reforça o manifesto divulgado em 25 de setembro sob o lema “Proibir não é Proteger”, que argumenta que a medida não elimina as apostas, mas remove a proteção ao apostador e entrega o setor ao crime organizado.

Impactos nos clubes e na cadeia esportiva

A MP 1.394 atinge patrocínios já firmados, o planejamento das próximas temporadas e a negociação de novos contratos. Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, disse: “Para ANJL e o IBJR, a manutenção de um ambiente regulado, com regras claras e segurança jurídica, é fundamental para que clubes, empresas e demais agentes da cadeia esportiva possam planejar seus investimentos de longo prazo”. Carlos Lima, presidente do IBJR, reforçou que eventuais mudanças precisam preservar a previsibilidade para cumprimento de compromissos.

Como reportado pelo iGB Brasil, o movimento ocorre após a edição da medida em 25 de setembro. O documento assinado pelas entidades e operadoras licenciadas alerta que o mercado ilegal já respondia por 41% do volume apostado e pode chegar a 100%.

Os números do avanço do ilegal e o apelo ao diálogo

O Ministério da Fazenda indicou 31 milhões de usuários ativos nas plataformas legalizadas, com a maioria atuando de forma recreativa. Dados da Legitbet, ferramenta de monitoramento da ANJL, registraram 6.401 novos sites ilegais entre 22 e 28 de setembro, além de 811 links identificados em canais monitorados. A consultoria LCA projeta risco de até R$ 73 bilhões em arrecadação entre 2027 e 2030 caso toda a demanda migre para o clandestino.

As entidades se colocam à disposição para discutir limites de depósito, regras mais rígidas de publicidade, cuidados com saúde mental e ações contra sites ilegais. Medidas que, segundo o manifesto, só um mercado regulado pode exigir e fiscalizar.

Reporting: iGB Brasil

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