
A pesquisa Datafolha revela que apenas 7% dos brasileiros apostam online, mas 78% apoiam a proibição, com aumento de 13 pontos desde 2024. Realizada após a medida provisória de 25 de setembro, a sondagem registra maior apoio entre mulheres e evangélicos. Isso aponta para um ambiente de forte oposição pública ao setor de apostas.
SCCG Take — Para operadores, o alto apoio à proibição reforça a necessidade de estratégias de adaptação ao novo marco regulatório, priorizando conformidade e monitoramento do debate legislativo em curso.
Uma nova pesquisa do Datafolha destaca a baixa participação dos brasileiros em apostas online, ao mesmo tempo em que registra amplo apoio à proibição recentemente implementada. Realizado em julho, o levantamento revelou que 7% dos brasileiros de 18 anos ou mais afirmam realizar apostas em plataformas online ou cassinos, contra 93% que disseram não apostar.
Outra pesquisa indicou que 18% dos brasileiros apostavam ou conviviam com apostadores antes da proibição, sendo 6% apostadores, 9% conviventes e 3% em ambas situações. Esses números contrastam com o alto percentual de apoio à medida restritiva.
A pesquisa mais recente, feita entre 28 de setembro e 1º de outubro após a medida provisória assinada em 25 de setembro, mostrou que 78% dos 2.506 entrevistados em 152 municípios apoiam a proibição de apostas e cassinos online. O índice é de 82% entre mulheres, 74% entre homens, 81% entre evangélicos e 76% entre católicos. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, e o estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como BR-08039/2026.
O apoio subiu 13 pontos percentuais desde novembro de 2024, quando era de 65%. Conforme o Solo Azar, os resultados evidenciam uma diferença entre a participação declarada no mercado e a percepção pública, em meio a mudanças regulatórias que impactam operadores, publicidade e clubes esportivos.
O contraste entre baixa adesão e forte rejeição pública indica que o debate sobre o futuro das apostas de quota fixa no Brasil tende a priorizar a proteção ao consumidor e a restrição de atividades. Reguladores e operadores precisam considerar esse sentimento ao definir os próximos passos, especialmente quanto à aplicação efetiva da medida provisória e possíveis ajustes legislativos.
Reporting: Solo Azar
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