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Banimento do iGaming Provoca Explosão de Plataformas Clandestinas e Queda de 41,5% nos Afiliados

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Banimento do iGaming Provoca Explosão de Plataformas Clandestinas e Queda de 41,5% nos Afiliados
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O banimento do iGaming elevou a fatia de plataformas offshore de 3,9% para 9,9% em dias, alcançando recorde histórico. O ecossistema de afiliados encolheu 41,5%, com queda drástica no número de sites promotores. Especialistas indicam migração inevitável de 30 milhões de apostadores para o mercado ilegal.

SCCG Take — O fortalecimento do ilegal exige que reguladores monitorem lavagem de dinheiro e que operadores avaliem diversificação para reduzir exposição a multas de até 10% do faturamento.

O banimento do iGaming determinado pelo governo federal provocou migração imediata de jogadores para plataformas clandestinas operadas no exterior. O Brasil liderava o ranking global de demanda de usuários entre as 142 nações monitoradas pelo índice Blask. Desde a abertura do mercado regulado, em janeiro de 2025, as marcas licenciadas dominavam mais de 96% do interesse do público. Em apenas quatro dias após a medida, a participação de empresas offshore saltou e se aproximou de 10%, como reportado pelo iGaming Brazil.

Avanço Recorde das Operadoras Offshore Ilegais

O consumo em sites irregulares atingiu nível recorde no levantamento da Blask. Até a última quinta-feira (24), as operadoras estrangeiras mantinham média de 3,9% da demanda nacional. Na véspera do veto, o índice estava em 3,4%. Após o anúncio, o uso subiu todos os dias e chegou a 9,9% na última terça-feira (29), o maior valor da série histórica.

Ricardo Bianco Rosada, fundador da brmkt.co e executivo do setor desde 2001, afirmou que a migração para o ilegal será inevitável quando os sites licenciados saírem do ar em 6 de outubro. “O banimento não cria esse mercado. Ele entrega a ele os outros 30 milhões de clientes, aqueles que até agora apostavam em sites que podiam enxergá-los”, explicou o especialista. As operações ilícitas, segundo ele, nunca deixaram o território nacional.

Colapso nas Atividades de Afiliados e Publicidade

A medida estancou a intermediação e a publicidade em todo o país. A cobertura de afiliados para as 20 marcas mais divulgadas despencou 41,5% em uma semana, passando de 715 para 418 sites. A Bet365 perdeu quase metade do alcance, caindo de 60 para 31 portais. A Stake assumiu a liderança mesmo recuando de 51 para 38 páginas, enquanto a Betano caiu para 33 sites. Marcas como Brazino777, Novibet e Sportingbet registraram retrações semelhantes.

Luiz Felippe Correia de Almeida, CEO da Smart Social, destacou que a regra proíbe links de afiliados, postagens patrocinadas e códigos de bônus no Brasil, independentemente do modelo de pagamento. “Os afiliados que dependem apenas do Brasil estão sob maior pressão”, avaliou. A alternativa é diversificar para outros países, pois a persistência no público brasileiro expõe as empresas a multas de até 10% do faturamento.

O cenário mostra que a proibição transfere usuários para ambientes sem licença nem supervisão, exigindo acompanhamento rigoroso sobre os efeitos no controle de riscos e na arrecadação.

Reporting: iGaming Brazil

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