SCCG · Partners Hub

Proibição das Apostas Online no Brasil Deve Migrar R$ 25 Bilhões para Operadores sem Licença

growfreshsouth-america
Proibição das Apostas Online no Brasil Deve Migrar R$ 25 Bilhões para Operadores sem Licença
AI-generated illustration.

A H2 Gambling Capital projeta que a proibição assinada em 25 de setembro de 2026 fará migrar R$ 25 bilhões para o mercado ilegal, elevando-o a R$ 42 bilhões. A estimativa baseia-se em pesquisa com 2.451 apostadores e na experiência da Holanda. O mercado regulamentado pode reabrir em 2027.

SCCG Take — O crescimento do ilegal sem tributação nem proteção ao jogador exige bloqueios eficazes de pagamento. Operadores devem preparar cenários de reabertura restrita em 2027.

A proibição das apostas online regulamentadas no Brasil, assinada em 25 de setembro de 2026 por meio de medida provisória, deve transferir cerca de R$ 25 bilhões para operadores sem licença. A H2 Gambling Capital revisou suas projeções e assume, no modelo central, o fechamento completo do mercado regulamentado sem reabertura. Como reportado pela BNLData, a consultoria vê possibilidade de retomada em 2027, talvez para apostas esportivas e icassino ou apenas para apostas esportivas.

Cerca de 60% do gasto anterior no mercado legal, equivalente a R$ 25 bilhões em base anualizada de R$ 40 bilhões em 2026, deve continuar com operadores offshore. Outros R$ 15 bilhões saem do mercado no curto prazo. A faixa estimada de migração varia entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões, dependendo da eficácia no bloqueio de pagamentos e da resistência da medida a contestações jurídicas e políticas.

Estimativas de Crescimento do Mercado Ilegal

O mercado ilegal passa de cerca de R$ 17 bilhões para cerca de R$ 42 bilhões. A projeção considera que 30% do mercado já operava no offshore antes da proibição. Pesquisa da H2 com 2.451 apostadores online brasileiros, realizada em novembro de 2025, mostra que 39% ainda usavam sites sem licença e respondiam por cerca de 60% do gasto declarado. Metade de todo o gasto declarado concentrava-se em jogadores que haviam usado sites sem verificação de identidade nos seis meses anteriores.

Para esses perfis, a proibição apenas direciona o volume já existente para canais offshore. A análise também incorpora experiência da Holanda, onde aumento de impostos e limites de depósito no fim de 2024 levaram cerca de metade da queda no regulado a reaparecer no ilegal. Esse caso serve como piso para a estimativa brasileira, pois uma proibição total não deixa opção de redução gradual de gasto.

Situação Atual versus 2024

Com a migração, o volume offshore em 2027 ficaria próximo dos R$ 41 bilhões registrados em 2024, antes da regulamentação. Naquele ano, a maior parte da receita ia para operadores internacionalmente regulados, como Betano e Bet365, que possuíam compliance sólido e obtiveram licenças quando o mercado abriu. Agora, os recursos devem fluir para operadores que não atenderam ou não quiseram os padrões de licenciamento, oferecendo proteção limitada ao jogador, sem recurso para clientes e sem contribuição tributária.

O resultado é um mercado de tamanho similar, mas de qualidade inferior. A proibição não elimina a atividade; apenas a desloca para ambiente sem salvaguardas. O horizonte depende de quanto tempo a medida resistirá a recursos e de eventuais ajustes políticos. Reguladores e operadores precisam acompanhar a velocidade de implementação dos bloqueios e os sinais de possível reabertura em 2027 para calibrar estratégias.

Reporting: BNLData

Generated by SCCG’s automated editorial system from published source reporting. SCCG Management holds editorial responsibility.

SCCG Media · Daily briefing

Gaming, betting and prediction markets — the desk’s read, every weekday.

Subscribe →

Related

SponsoredKalamba Games — SCCG partnerBetter Gambling Forum Publishes Final UN Report Redefining Global RG3P FrameworkMaarten Haijer Appointed Director General of World Gaming and Betting Alliance
Curated by SCCG · Powered by SCCG Technology