
A Flutter encerrou operações de apostas no Brasil após Medida Provisória de 25 de setembro que proíbe apostas e jogos online. A medida exige aprovação do Congresso em até 120 dias. A empresa projeta redução de US$ 70 milhões na receita e US$ 20 milhões no EBITDA ajustado para 2026.
SCCG Take — Operadores globais precisam acompanhar o debate congressional, pois a decisão final definirá se o mercado brasileiro volta a abrir ou consolida a proibição, exigindo ajustes imediatos em planejamento regulatório.
A Flutter Entertainment plc encerrou suas operações de apostas esportivas e jogos online no Brasil após a publicação da Medida Provisória anunciada pelo governo na última sexta-feira (25). A empresa divulgou o posicionamento em 28 de setembro, conforme reportado pelo iGaming Brazil, para cumprir a determinação que proíbe essas atividades no país. A companhia afirmou que analisa alternativas disponíveis, incluindo a possibilidade de apresentar recurso, e segue em diálogo com as autoridades em busca de regulamentação adequada para proteger os clientes.
O decreto executivo provisório ainda precisa de aprovação ou alteração pelo Congresso Nacional dentro de 120 dias para continuar em vigor. Caso o Legislativo rejeite a determinação, a Flutter espera retomar as atividades de apostas esportivas online e jogos online no Brasil. A continuidade da suspensão, portanto, depende diretamente do andamento da medida no parlamento.
Se a operação brasileira permanecer suspensa até o fim de 2026, a Flutter estima redução de aproximadamente US$ 70 milhões na receita anual e queda de aproximadamente US$ 20 milhões no EBITDA ajustado. O valor contábil da Flutter Brasil incluía principalmente US$ 539 milhões em ágio no segundo trimestre de 2026, além de US$ 127 milhões em relacionamentos com clientes online, US$ 124 milhões em marcas registradas e US$ 31 milhões em software e tecnologia de computador. A empresa indicou que divulgará informações adicionais quando surgirem novos dados sobre o assunto.
Reporting: iGaming Brazil
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