
Flávio Bolsonaro criticou a Medida Provisória que extingue as bets, alegando quebra de contratos com clubes de futebol e risco de inviabilizar a Copa do Mundo Feminina de 2027. A declaração ocorreu em campanha em Goiânia, onde ele lidera pesquisas com 33% das intenções de voto. O posicionamento destaca tensões políticas sobre a regulação de apostas esportivas.
SCCG Take — A crítica sinaliza instabilidade regulatória que pode afetar contratos esportivos e investimentos no setor. Operadores e clubes devem monitorar desdobramentos para avaliar impactos em parcerias existentes.
Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo Partido Liberal (PL), criticou a Medida Provisória editada pelo governo Lula que determina o fim das apostas esportivas de quotas fixas, as chamadas bets. Em evento de campanha em Goiânia no dia 27 de setembro, o senador classificou a decisão como uma temeridade e alertou para impactos diretos no futebol brasileiro, com destaque para o futebol feminino e a Copa do Mundo Feminina prevista para 2027 no país.
Ele defendeu a distinção entre as bets e os cassinos online, afirmando que a medida equipara modalidades distintas e rompe contratos firmados entre empresas do setor e clubes de futebol. Bolsonaro também mencionou prejuízos a comércios que vendem produtos com marcas de apostas.
“Olha o impacto disso. Ele quebra todos os contratos que vários clubes de futebol, por exemplo, tinham com essas empresas. Com isso, por exemplo, o futebol feminino vai ser um dos mais atingidos. A gente tem Copa do Mundo feminina aqui no Brasil ano que vem. Ele está inviabilizando. Tem risco de não ter Copa do Mundo feminina por causa dessa canetada do Lula”, disse Flávio a jornalistas, como reportado pelo Valor.
“Não vão poder mais vender também. Olha o prejuízo generalizado. É uma temeridade fazer isso do dia para a noite”, pontuou o candidato sobre os efeitos no comércio. A declaração associa a medida a riscos concretos para a viabilidade do torneio internacional e para o ecossistema de patrocínios no esporte.
A crítica ocorreu durante carreata em Goiânia, uma semana antes do primeiro turno das eleições, com presença de aliados do PL como Wilder Morais, Ana Paula Rezende, Gustavo Gayer e Oséias Varão. Pesquisa Quaest divulgada em 24 de setembro indica Flávio com 33% das intenções de voto em Goiás, ante 27% de Lula e 23% de Ronaldo Caiado.
No discurso, o candidato concentrou ataques a Lula e apelou por votos já no primeiro turno para “resgatar o país o mais rápido possível”. A posição de Bolsonaro insere o debate regulatório das bets no centro da disputa eleitoral, expondo divisões sobre os efeitos da medida provisória.
Reporting: BNLData
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