
A DGOJ realizou reunião online com operadoras como Games Global, LEOES e OlyBet para colher propostas sobre reforma da lei de jogos na Espanha. Os temas centrais são verificação de identidade, meios de pagamento, combate ao jogo ilegal, publicidade com influenciadores e proteção ao jogador. O processo segue consulta pública com mais de 50 alegações e resultará em anteprojeto sem tramitação parlamentar.
SCCG Take — O paralelo com a Lei 14.790/2023 mostra que consultas setoriais refinam regras de forma prática, mas o impacto direto no Brasil ainda é incerto e exige monitoramento ativo por operadores locais.
A Direção Geral de Ordenação do Jogo (DGOJ) da Espanha segue ampliando contatos com o setor de jogos para preparar a reforma da lei de regulação. O órgão realizou reunião online com as operadoras Games Global, LEOES, JPJ OPS Spain, OlyBet España e Golden Park Games. O objetivo foi recolher posições e propostas sobre a futura norma, conforme reportado pela Azarplus.
O encontro integra processo de interlocução aberto após consulta pública prévia que recebeu mais de 50 alegações. O calendário começou em julho com a Jdigital e avançou para representantes do jogo presencial, CEJUEGO, ANESAR, LaLiga, SELAE, ONCE e FEJAR. A DGOJ busca conhecer diretamente as contribuições antes de redigir o anteprojeto.
As matérias iniciais incluem verificação de identidade, meios de pagamento, luta contra o jogo ilegal, publicidade com famosos e influenciadores, além de ferramentas de proteção aos jogadores. Uma vez concluída a rodada de reuniões, o órgão elaborará o texto articulado. O material retornará a informação e audiência pública antes de seguir na tramitação.
A intenção do regulador é deixar um texto aprovado pelo Governo, mas sem passar o trâmite parlamentar, ou seja, algo parecido a um “legado” para os próximos. O formato busca deixar norma aprovada pelo governo sem passar pelo parlamento.
No Brasil, a Lei 14.790/2023 definiu o marco para apostas esportivas de quota fixa e jogos online, com a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF) encarregada de editar normas complementares sobre os mesmos eixos discutidos na Espanha, como publicidade e proteção ao jogador. O mecanismo de consulta setorial adotado pela DGOJ guarda semelhança com as audiências promovidas pela SPA para detalhar requisitos de licenciamento e combate ao jogo ilegal, o que pode antecipar ajustes operacionais para quem atua nos dois mercados.
Entretanto, a fonte não indica qualquer intercâmbio formal entre DGOJ e SPA/MF nem menciona impactos sobre a arrecadação da Receita Federal ou prazos de outorga no Brasil. Permanece desconhecido se as posições recolhidas na Europa serão consideradas em futuras portarias brasileiras ou se influenciarão a revisão de regras sobre influenciadores e verificação de identidade já em curso pela autoridade local. Operadores e investidores devem acompanhar ambos os processos separadamente até que conexões concretas surjam.
Reporting: Azarplus
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