
A ANJL critica a Medida Provisória publicada em 25 de setembro de 2026 que revoga a regulação de apostas, afetando mais de 30 milhões de apostadores e eliminando quase R$ 10 bilhões em arrecadação no primeiro semestre. A associação busca reversão judicial, ressarcimento de outorgas e indenizações por investimentos. O movimento retrocede o mercado ao cenário ilegal de 2018.
SCCG Take — Essa decisão gera insegurança jurídica que afasta investimentos e impulsiona o mercado ilegal, exigindo que reguladores e operadores monitorem as ações judiciais para avaliar impactos na receita pública e na integridade do setor.
O governo federal publicou uma Medida Provisória que encerra a indústria regulada de apostas no Brasil, menos de dois anos após o avanço da regulamentação. De acordo com a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), a decisão joga mais de 30 milhões de apostadores para o mercado ilegal e retrocede o país ao cenário de 2018, agora agravado por milhares de sites clandestinos em operação. Como reportado pela BNLData, o movimento é inédito no mundo e visa apenas suposto ganho eleitoral na corrida presidencial, violando princípios como livre iniciativa e dignidade da pessoa humana.
A medida desrespeita investimentos realizados pelas empresas, que cumpriram contrapartidas legais, incluindo o pagamento de outorgas para exploração de apostas de quota fixa por cinco anos. Isso transmite insegurança jurídica completa a investidores internacionais. A indústria gerou contratações de milhares de profissionais, instalação de escritórios e eventos que beneficiam uma extensa cadeia produtiva.
A revogação elimina arrecadação tributária de quase R$ 10 bilhões apenas no primeiro semestre de 2026. Esses valores deixam de ser destinados à saúde, previdência social, esporte e segurança pública. A ANJL destaca que o país renuncia a recursos bilionários, elimina milhares de empregos e ignora todos os aportes feitos pelo setor regulado.
A entidade já prepara ações judiciais para reverter a Medida Provisória e estuda o impacto completo sobre casas de apostas, funcionários e o ecossistema envolvido. Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, explicou: “A outorga significa uma contrapartida paga pelas empresas para a exploração do serviço de apostas de quota fixa por cinco anos. E o pedido de ressarcimento abrangeria não apenas os R$ 30 milhões, mas também indenizações por danos materiais, em função de todos os investimentos feitos pelo setor no país, e danos morais”.
Essa medida repentina reforça a necessidade de estabilidade regulatória para manter a confiança de operadores e investidores. O setor aguarda o posicionamento da Justiça, que pode definir o rumo das atividades de apostas e a proteção ao jogo íntegro no Brasil.
Reporting: BNLData
Generated by SCCG’s automated editorial system from published source reporting. SCCG Management holds editorial responsibility.
Gaming, betting and prediction markets — the desk’s read, every weekday.
Subscribe →