SCCG · Partners Hub

Empresário Alvo de Busca na Operação Carbono Oculto Registrou 570 Prêmios de Apostas Totalizando R$ 176,4 Milhões

growfreshsouth-america
Empresário Alvo de Busca na Operação Carbono Oculto Registrou 570 Prêmios de Apostas Totalizando R$ 176,4 Milhões
AI-generated illustration.

Antônio Carlos Freixo Júnior, alvo da 3ª fase da Operação Carbono Oculto, figurou em 570 prêmios de apostas somando R$ 176,4 milhões de 2020 a 2025, com alertas do COAF por atipicidade. O MP vê triangulação para lavar recursos via empresas ligadas a ele, conectadas a investigados no setor de combustíveis. O episódio liga apostas a crime organizado sem investigar as loterias.

SCCG Take — O caso reforça a urgência de controles rigorosos em prêmios para operadores brasileiros, a fim de mitigar riscos de compliance e evitar exposição a investigações de lavagem.

O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, foi alvo de busca e apreensão na 3ª fase da Operação Carbono Oculto, do Ministério Público de São Paulo. A ação investiga lavagem de dinheiro e infiltração do crime organizado no setor de combustíveis. Conforme reportagem do BNLData, Freixo apareceu como ganhador em 570 comunicações ligadas a apostas e prêmios entre 2020 e 2025, em volume que soma R$ 176,4 milhões. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) recebeu os dados por identificar movimentações atípicas e indícios de lavagem.

As loterias não são investigadas e não fazem parte do esquema suposto.

Padrão de Apostas Usado para Dissimular Recursos Ilícitos

Para o Ministério Público, a frequência, o volume e o uso de casas lotéricas não indicam ganhos reais em apostas. O padrão sugere estratégia para ocultar origem criminosa dos recursos. A investigação identificou triangulação: terceiros fariam as apostas, mas os prêmios seriam direcionados a empresas ligadas a Freixo, como a Cactus Assessoria e Serviços Ltda. Em um registro, aposta atribuída a Patrick Saulo Alves Lacerda gerou prêmio de R$ 2.389,33 enviado à conta da Cactus. O conjunto das operações pode configurar etapa de reciclagem de dinheiro.

Conexões com Investigados no Setor de Combustíveis e Delação no Banco Master

Empresas relacionadas a Freixo registraram transferências com entidades ligadas aos foragidos Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”. A EntrePay recebeu R$ 166,5 mil da Ceopag, fintech usada por integrantes da organização. A Entre Investimentos repassou R$ 620 mil à Quimicolor, citada em pagamentos envolvendo metanol para adulteração de combustíveis. Freixo é apontado como líder do Grupo Entre Investimentos e prestador de blindagem financeira. Ele firmou delação premiada com a Procuradoria-Geral da República em agosto de 2026, homologada em setembro pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Os foragidos entregaram material sobre propina de R$ 400 milhões a políticos e autoridades. O Ministério Público esclarece que as transações não o indicam como membro da organização, mas buscam esclarecer contexto e finalidade.

O caso expõe vulnerabilidades do setor de apostas a esquemas de lavagem mesmo sem apuração direta sobre as loterias. Operadores e reguladores precisam observar esses padrões para reforçar controles e evitar uso indevido de prêmios em futuras movimentações suspeitas.

Reporting: BNLData

Generated by SCCG’s automated editorial system from published source reporting. SCCG Management holds editorial responsibility.

SCCG Media · Daily briefing

Gaming, betting and prediction markets — the desk’s read, every weekday.

Subscribe →

Related

SponsoredClevaQ — SCCG partnerMark Twain Casino to Reopen Remodeled Fireside Sports Bar & Grill as All-Ages Venue Starting October 1888poker Launches 11th Season of Noche de Poker with Eight Televised Sit & Gos and December 5 Grand Final
Curated by SCCG · Powered by SCCG Technology