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Clubes e Federações do Futebol Emitem Nota Contra Possível Proibição de Apostas Esportivas

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Clubes e Federações do Futebol Emitem Nota Contra Possível Proibição de Apostas Esportivas
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Clubes como Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo, junto a federações, emitiram nota contra MP que poderia proibir apostas esportivas, alertando para insolvência de times e migração ao mercado ilegal. O documento defende aprimorar a Lei 14.790/2023 em vez de banir o setor regulado que hoje financia o futebol.

SCCG Take — A posição unificada reforça a necessidade de manter o marco regulatório da Lei 14.790/2023, priorizando fiscalização sobre proibições abruptas que geram insegurança para operadores e clubes.

Clubes e federações de futebol do Brasil divulgaram nota conjunta contra a possibilidade de o governo federal editar Medida Provisória para proibir as apostas esportivas e jogos online. O documento, intitulado “O Fim do Futebol Brasileiro”, foi publicado na noite desta quinta-feira (17/9) por Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, FERJ, FPF e FAF, conforme reportagem do BNLData. As entidades alertam que a suspensão do mercado regulado levaria muitos clubes à insolvência e defenderam o aprimoramento da regulação em vez de banimento abrupto.

A nota marca a primeira manifestação unificada dos quatro grandes rivais cariocas sobre o tema e reflete o nível de preocupação gerado pelos rumores de mudança no marco legal. Os signatários destacam que as empresas de apostas autorizadas se tornaram uma das principais fontes de receita do esporte nos últimos anos, impulsionando resultados na Libertadores e na Sul-Americana. Os recursos chegam também a equipes menores, divisões de acesso e competições de baixa visibilidade, sustentando estruturas administrativas, centros de treinamento, projetos sociais, futebol feminino e categorias de base.

Argumentos dos Clubes contra a Proibição

O texto afirma que uma mudança abrupta nas regras reduziria a capacidade de investimento dos clubes e criaria desequilíbrios dentro e fora do país. Contratos firmados, planejamentos plurianuais e compromissos financeiros foram assumidos sob o marco regulatório construído pelo Estado. A nota lembra que o mercado de apostas já existia de forma ilegal, movimentando bilhões de reais, e que a regulação permitiu recolhimento de impostos, proteção ao consumidor, bloqueio de menores e combate à lavagem de dinheiro e à manipulação de competições. Com a regulação, o Brasil saiu da liderança mundial em casos de manipulação de resultados.

Os clubes reconhecem impactos sociais do setor, especialmente sobre populações vulneráveis, mas rejeitam a via da proibição. Inviabilizar esse modelo não fará com que as apostas deixem de existir. Apenas abrirá o caminho para que os consumidores migrem integralmente para plataformas clandestinas, que não pagam impostos, não respeitam limites, não oferecem instrumentos de proteção e não colaboram com as autoridades, de acordo com o documento. O texto conclui: “O TORCEDOR NÃO PODE PAGAR ESSA CONTA. SE ACABAR COM O MERCADO REGULADO, AS APOSTAS NÃO ACABAM. O FUTEBOL É QUEM ACABA.” Os signatários se colocam à disposição do Governo Federal, do Congresso Nacional e de autoridades estaduais e municipais para colaborar em mecanismos de educação e conscientização.

Conexão com a Lei 14.790/2023 e o Mercado Brasileiro

A nota dialoga diretamente com a Lei 14.790/2023, que regulamentou as apostas de quota fixa, autorizou operadores, instituiu obrigações de integridade e permitiu à Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF) fiscalizar o setor e à Receita Federal arrecadar tributos. O mecanismo de ligação é a insegurança jurídica que uma MP proibitiva criaria para contratos celebrados sob essa lei, potencialmente interrompendo repasses que hoje financiam o futebol e reduzindo a capacidade de combate à ilegalidade. A fonte não detalha o volume exato de recursos atuais das bets para os clubes nem o impacto preciso sobre a alíquota vigente ou dados recentes de arrecadação da Receita Federal, o que permanece desconhecido.

Essa mobilização indica que o caminho mais eficiente para reguladores e operadores é o reforço da fiscalização e o aperfeiçoamento da proteção ao consumidor dentro do mercado regulado, evitando desequilíbrios que ameaçariam simultaneamente o futebol e a sustentabilidade do setor de apostas no Brasil.

Reporting: BNLData

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