
A ANJL enviou notificação extrajudicial a TikTok, X, Google e Meta esta semana exigindo remoção de conteúdos e perfis de apostas ilegais. A entidade pede mecanismos permanentes contra influencers e proteção a crianças e adolescentes.
SCCG Take — A pressão sobre as plataformas digitais reforça a necessidade de colaboração efetiva para reduzir o jogo ilegal, com foco em execução rápida e prevenção de migração de conteúdos.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) enviou notificação extrajudicial para as plataformas TikTok, X, Google e Meta. A entidade cobra medidas concretas de combate às operações ilegais de jogos de azar online, com exigência de identificação e remoção de perfis, aplicativos e conteúdos promocionais de empresas sem licença no Brasil.
A ANJL reforça que as grandes tecnológicas devem atuar de forma contínua contra a publicidade de operadores clandestinos. O mercado ilegal, mesmo com redução ante 2025, ainda representa entre 38% e 44% do setor no país, conforme reportado pela SBC Notícias.
“Las acciones de estos operadores ilegales se ven potenciadas por el uso de influencers y creadores de contenido, quienes funcionan como verdaderos canales para captar consumidores, promoviendo plataformas clandestinas mediante la difusión de aplicaciones, enlaces, códigos promocionales, bonos, promesas de ganancias financieras y otras estrategias dirigidas a atraer usuarios brasileños”, declarou Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL.
A associação defende a criação de mecanismos permanentes para identificar rapidamente influencers, perfis e agentes que promovem operadores não autorizados pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF). Também foram solicitados procedimentos para eliminação imediata de anúncios, links, códigos promocionais e redirecionamentos.
A proteção de crianças e adolescentes integra as propostas da ANJL, com sugestão de mecanismos para restringir o acesso desse público a conteúdos de operadores de apostas ilegais. Jorge concluiu que é necessário incluir a desativação ou bloqueio de perfis repetidamente usados para promover operadores ilegais, além de medidas que evitem a recriação ou migração da atividade ilícita para novas contas.
No início de setembro, a ANJL e o Instituto Brasileiro do Jogo Responsável (IBJR) anunciaram preparativos para ação conjunta contra as plataformas pela difusão e monetização de anúncios ilegais. A ANJL também notificou Romeu Zema por declarações consideradas falsas sobre o mercado de apostas, alegando que contribuem para desinformação junto ao público e aos reguladores.
Reporting: SBC Noticias
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