
A ANJL notificou TikTok, X, Google e Meta para criar plano permanente contra influenciadores que promovem apostas ilegais. O mercado clandestino ainda responde por 38% a 44% do setor brasileiro e foca em públicos vulneráveis, especialmente menores. A cobrança inclui remoção rápida e bloqueio de perfis reincidentes.
SCCG Take — A iniciativa reforça a necessidade de compliance rigoroso das plataformas, podendo reduzir a captação irregular e equilibrar a competição para operadores licenciados no Brasil.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) notificou o TikTok, o X, o Google e a Meta para que adotem um plano abrangente de identificação, remoção, desindexação e bloqueio de perfis, aplicativos e conteúdos de influenciadores que promovem operadores ilegais de apostas esportivas no Brasil. O objetivo é criar uma atuação permanente das plataformas para impedir a publicidade de empresas clandestinas que buscam públicos vulneráveis, com ênfase em menores de idade.
A entidade estima que o mercado ilegal ainda representa entre 38% e 44% do mercado brasileiro de apostas. Esses operadores não seguem as regras de fiscalização e proteção ao consumidor previstas na legislação, conforme reportado pela BNLData.
O presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, afirmou que “A atuação desses operadores ilegais é potencializada pela utilização de influenciadores e criadores de conteúdo, que funcionam como verdadeiros canais de aquisição de consumidores, promovendo plataformas clandestinas mediante divulgação de aplicativos, links, códigos promocionais, bônus, promessas de ganhos financeiros e outras estratégias destinadas à captação de usuários brasileiros”.
A ANJL pede que o plano preveja mecanismos permanentes para identificar imediatamente influenciadores e agentes que promovam operadores não autorizados pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda. Deve incluir remoção célere de conteúdos, anúncios, links, códigos promocionais, URLs e redirecionamentos.
Lemos Jorge explicou que as medidas precisam contemplar a desativação de perfis reincidentes e ações para impedir a recriação ou substituição das contas removidas. A associação também cobra atenção específica à proteção de crianças e adolescentes contra exposição a publicidade de apostas não autorizadas.
O risco está na possibilidade de as plataformas adotarem apenas ações pontuais, permitindo que a atividade ilícita migre para novos formatos e contas. Se as big techs não implementarem controles eficazes e duradouros, o mercado ilegal pode continuar a atrair consumidores vulneráveis.
Para operadores autorizados, essa notificação representa pressão por maior responsabilidade das plataformas no combate à concorrência desleal. O setor regulado e a SPA devem monitorar as respostas das empresas de tecnologia, pois o resultado definirá o nível de efetividade da fiscalização digital nos próximos meses.
Reporting: BNLData
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