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Presidente da ANJL contesta veto a patrocínios de bets na Lei Rouanet e alerta para viés ideológico

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Presidente da ANJL contesta veto a patrocínios de bets na Lei Rouanet e alerta para viés ideológico
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Plinio Lemos Jorge, da ANJL, nega prejuízos à cultura com patrocínios de bets via Lei Rouanet e atribui críticas a viés ideológico. Em 2025, o mecanismo captou R$ 3,41 bilhões, com bets fora das maiores contribuintes. Restrições de prefeituras podem favorecer operadores ilegais que não recolhem impostos nem financiam projetos.

SCCG Take — O debate sinaliza que discriminar bets reguladas enfraquece o financiamento cultural e abre espaço para o mercado clandestino. Operadores devem destacar suas contribuições fiscais para evitar tratamentos seletivos.

O presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), Plinio Lemos Jorge, rebateu em texto de opinião a ideia de que empresas de apostas não devem financiar projetos culturais via Lei Rouanet. Para o executivo, a restrição configura posicionamento ideológico contra um setor regulamentado, o que pode diminuir fontes de recursos para artistas, produtores e prestadores de serviços culturais.

A Constituição Federal garante o acesso à cultura, e a Lei Rouanet, de 1991, atua como mecanismo de incentivo à produção artística. Com a regulamentação das apostas esportivas e jogos online no fim de 2023, as bets passaram a contribuir via impostos para áreas como educação, saúde, segurança pública, esporte e cultura. Em 2025, projetos culturais captaram R$ 3,41 bilhões pelo instrumento, embora as bets não tenham figurado entre as 20 maiores investidoras.

Defesa do uso da renúncia fiscal para a cultura

“A destinação de recursos a projetos artísticos nada mais é do que um meio da indústria de apostas de incentivar, via renúncia fiscal, o fortalecimento da cultura dos quatro cantos do país”, afirmou Plinio Lemos Jorge. O texto questiona o tratamento diferenciado para a cultura em relação a outros setores beneficiados pela lei. Ele compara o debate com patrocínios de fabricantes de bebidas alcoólicas, associados a cerca de 3 milhões de mortes anuais no mundo pela OMS e a 12 mortes por hora no Brasil, segundo pesquisa da Fiocruz. Mesmo assim, esses patrocínios não geram resistência equivalente.

A lista das dez maiores financiadoras via Rouanet inclui duas petroleiras, duas mineradoras e três instituições financeiras. O artigo aponta incoerência no questionamento seletivo contra as bets, que operam com autorização do Estado.

Riscos de restrições que favorecem o ilegal

Medidas de prefeituras para limitar a exposição de marcas de apostas em eventos culturais ignoram o marco regulatório aprovado pelo Congresso e podem beneficiar operadores clandestinos. Essas empresas não pagam impostos nem financiam projetos artísticos. Artistas ficam com menos opções de captação, e o público se expõe mais a marcas irregulares.

“Colocar a presença e o incentivo das bets à cultura brasileira em xeque objetiva tão somente, mais uma vez, marginalizar uma indústria legalizada”, citou Lemos Jorge, conforme reportagem do iGaming Brazil. O posicionamento reforça que o setor regulado já contribui para múltiplas áreas por meio de arrecadação e financiamento direto.

Reporting: iGaming Brazil

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Steve’s read · SCCG Intelligence

Blocking regulated bets from Lei Rouanet shrinks artist funding and pushes consumers toward unlicensed operators who pay zero taxes.

Brazil's regulated betting market is barely two years old, and already some municipalities want to ban cultural sponsorships. SCCG has worked across Latin America long enough to know: when you push licensed operators out, you don't eliminate the category — you just hand the space to black-market actors who fund nothing and answer to no one.

SCCG angle: SCCG partners with Brazilian operators and international brands entering the market. When local policy splinters like this, we broker relationships with trade groups like ANJL and help clients message their social and fiscal contributions before politicians paint the entire category as harmful. We've done it in 30-plus markets.

SCCG Media · Daily briefing

Gaming, betting and prediction markets — the desk’s read, every weekday.

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