
Relatório da Fincord Intelligence, destacado pelo BGC, revela que apostas ilegais geraram R$ 255 bilhões em 2025, com 5 mil estruturas gerenciando 15 mil sites. Criptomoedas representam 35% dos pagamentos e operadores miram autoexcluídos do GAMSTOP via redes sociais. Recomenda atacar infraestrutura de pagamentos e afiliados, não só sites.
SCCG Take — Reguladores devem mirar a cadeia de suporte aos ilegais, como cripto e afiliados, para proteger o mercado licenciado e consumidores vulneráveis.
Uma pesquisa da Fincord Intelligence, destacada pelo Betting and Gaming Council (BGC) do Reino Unido, aponta que as apostas online ilegais geraram cerca de US$ 50 bilhões, ou aproximadamente R$ 255 bilhões, em receita bruta somente em 2025. Os operadores recorrem cada vez mais a criptomoedas, marketing digital e sites espelho para escapar da fiscalização. Cerca de 5 mil estruturas ilegais administraram mais de 15 mil sites e aplicativos no ano passado.
Os chamados cassinos Non-GamStop direcionam ações a pessoas autoexcluídas, inclusive usuários do sistema GAMSTOP, por meio de mecanismos de busca, redes sociais, afiliados, influenciadores e plataformas como Telegram e WhatsApp. Esses operadores impõem menos restrições que as empresas licenciadas, oferecendo bônus de depósito de 300% a 500%, retornos anunciados mais altos e pagamentos mais rápidos. As criptomoedas respondem por cerca de 35% dos pagamentos em sites ilegais, proporção que pode superar 70% até 2030.
“As apostas ilegais não são mais um conjunto de sites isolados”, afirmou um porta-voz da Fincord Intelligence. “Elas operam por meio de sofisticadas redes internacionais de empresas, provedores de pagamento, serviços de criptomoedas, plataformas de tecnologia e afiliados.” O relatório levanta preocupações sobre possíveis vínculos de algumas operações com interesses econômicos russos. As redes miram consumidores vulneráveis, incluindo autoexcluídos, via redes sociais, plataformas de mensagens e sites espelho.
A Fincord recomenda que governos priorizem a interrupção da infraestrutura que sustenta esses ecossistemas, em vez de depender apenas do bloqueio de sites individuais. Isso inclui medidas contra serviços de pagamento, intermediários de criptomoedas, afiliados, anunciantes, fornecedores de software e hospedagem. Grainne Hurst, diretora-executiva do BGC, afirmou que “este relatório mostra que as apostas ilegais não são mais simplesmente uma questão regulatória”. Hurst acrescentou que o governo precisa coordenar autoridades policiais, reguladores, provedores de pagamento e empresas de tecnologia para atacar as redes de suporte, conforme reportado pela Yogonet Brasil.
Reporting: Yogonet Brasil
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We've watched illegal operators evolve from corner bookies to infrastructure plays. When 35% of payments run crypto and sites clone faster than regulators block, the licensed industry loses trust and revenue. This isn't a compliance footnote—it's existential for regulated partners trying to compete on a tilted field.
SCCG angle: SCCG connects licensed operators to payment integrity partners, compliance tech providers, and affiliate networks that understand enforcement risk. We help clients build compliant infrastructure that competes on speed and experience without the regulatory shortcut—because when the crackdown comes, you want to be on the right side of the line.
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