
TL;DR — Lula enviará medida provisória para restringir publicidade de apostas e banir cassinos online, valendo imediatamente antes das eleições. Apesar da resistência do Ministério da Fazenda, a medida ignora a arrecadação projetada de R$ 16 bilhões em 2026 e os R$ 2,5 bilhões já pagos em licenças.
SCCG Take — Operadores regulados enfrentam risco elevado de contração de mercado em ano eleitoral. Reguladores precisam equilibrar pressão social com estabilidade fiscal e combate ao ilegal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve enviar ao Congresso nesta semana uma medida provisória para apertar as regulamentações do setor de apostas no Brasil. A iniciativa pode ampliar as restrições à publicidade de bets e proibir os jogos de cassino online, mantendo apenas as apostas esportivas.
A escolha por uma medida provisória permite que as restrições valham imediatamente. Trata-se do sinal mais claro de que o setor vem sendo usado com fins eleitorais para tentar assegurar a reeleição de Lula, conforme reportado pelo iGaming Business com base em informações da CNN Brasil.
Lula evita o trâmite de um projeto de lei completo no Congresso, pois o processo legislativo poderia reduzir o impacto político imediato antes do pleito. Facções internas, especialmente no Ministério da Fazenda, resistem a medidas mais drásticas. O ministro da Fazenda Dario Durigan enfrenta dificuldade para convencer Lula de que uma atividade bem regulada importa para as contas públicas. O próprio Lula já afirmou que, se dependesse dele, acabaria com as apostas no Brasil.
Essa posição crítica alinha-se a outros candidatos. Estudos do Partido dos Trabalhadores indicam que três em cada quatro brasileiros são contra estabelecimentos de apostas, justificativa usada pelo presidente.
O que Lula não abordou é a receita tributária gerada pelo setor. Em 2025, o Brasil coletou quase R$ 10 bilhões em impostos do mercado licenciado. Nos primeiros sete meses deste ano, foram R$ 8,7 bilhões repassados aos cofres públicos. A própria Receita Federal estima que o setor deve alcançar R$ 16 bilhões em arrecadação durante 2026.
Empresas já pagaram mais de R$ 2,5 bilhões por licenças desde a regulação. O fim da atividade geraria litígios para recuperação desses valores e compensação por investimentos. Além disso, a receita das apostas já integra a Lei Orçamentária Anual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias. O mercado ilegal ainda representa quase metade do segmento, apesar das tentativas de controle.
Reporting: iGaming Business (iGB)
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We've built regulated markets across Latin America for three decades, and this is classic pre-election populism colliding with economic reality. Brazil's operators just paid $2.5 billion in licenses and delivered $10 billion in taxes last year — a provisional decree bypassing Congress puts every regulated partner at immediate risk while the illegal market thrives untouched.
SCCG angle: SCCG has direct relationships with Brazil's licensed operators and the regional regulatory community. We're advising partners on contingency scenarios — diversification into stable LatAm markets, legal strategy coordination, and distinguishing compliant operators from the illegal half of the market that this decree won't touch. Our network spans every angle of this fight.
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