
O Ministério da Justiça notificou Apple e Google por apps de apostas sem licença da SPA disponíveis nas lojas, após revisão de 29 de junho. A ação, que segue alerta de abril de 2026, questiona verificação de idade para menores de 18 anos e mecanismos de revisão. Faz parte da estratégia de canalização para o mercado regulado desde janeiro de 2025.
SCCG Take — Operadores licenciados ganham com a redução de acessos ilegais via canais confiáveis. Plataformas de tecnologia precisarão investir em verificações jurisdicionais específicas para evitar escalada regulatória no Brasil.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública notificou formalmente a Apple e o Google após nova revisão que identificou aplicativos de apostas e jogos disponíveis em suas lojas sem a autorização federal exigida. A medida, conduzida pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais, cobra explicações sobre os processos de revisão de aplicativos, supervisão e verificação de idade. A ação segue alerta inicial de abril de 2026 e intensifica a pressão sobre as plataformas para bloquear operadores não autorizados.
A revisão realizada em 29 de junho constatou que softwares de apostas de odds fixas permaneciam acessíveis apesar da ausência de aprovação da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda. As notificações não impõem multas imediatas, mas demandam respostas rápidas e ajustes nos mecanismos de controle. Autoridades também apontaram falhas que permitem o download por menores de 18 anos, violando o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA Digital).
As lojas da Apple e do Google representam canais principais de distribuição móvel no Brasil e, por isso, são vistas como pontos estratégicos na estratégia de combate ao jogo ilegal. O governo cobra que as empresas verifiquem independentemente se os aplicativos estão vinculados a operadores autorizados pela SPA, que regula o mercado de apostas de odds fixas desde janeiro de 2025. A persistência dos apps irregulares após o primeiro aviso indica que as medidas corretivas anteriores foram insuficientes, segundo o relatório da Zona de Azar.
A abordagem reflete o conceito de responsabilidade compartilhada: operadores devem cumprir as regras de licenciamento, identificação, pagamentos e jogo responsável, enquanto intermediários digitais precisam reforçar filtros antes da publicação. As notificações incluem pedidos de detalhes sobre geolocalização, listas atualizadas de licenças e controles que impedem acesso de menores. O objetivo é reduzir riscos como proteção de saldos, pagamento de prêmios, dados pessoais e acesso por adolescentes.
Essa intervenção integra ações mais amplas que abrangem sites, pagamentos, publicidade, afiliados e provedores de tecnologia. Ao dificultar o acesso a aplicativos não autorizados em canais confiáveis, o governo busca direcionar o volume de apostas para operadores licenciados. As plataformas agora devem demonstrar capacidade de distinguir ofertas legais de ilegais em tempo real, o que pode exigir cooperação contínua com os órgãos reguladores.
A ausência de multas imediatas dá espaço para correções voluntárias, mas respostas inadequadas podem elevar o nível de cobrança regulatória. O caso reforça que a regulação de apostas no Brasil transcende a SPA e envolve direitos digitais, proteção ao consumidor e coordenação interministerial.
Reporting: Zona de Azar
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We've guided partners through every major regulated launch in LatAm. Brazil's shift from blocking operators to leaning on Apple and Google changes the compliance calculus — it raises the cost of non-compliance and rewards those who got licensed early. That channeling strategy is working, and the illegal side is losing distribution fast.
SCCG angle: SCCG helped multiple partners secure SPA licenses ahead of the January cutoff and navigate platform compliance with Apple and Google. If you're licensed and competing with ghost apps still in the stores, we know how to escalate with regulators and ensure your compliant presence stands out. If you're a tech platform trying to automate jurisdictional checks, we connect you to the right verification and geolocation vendors who already work in Brazil.
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