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Quatro jogadores de futebol obtêm liminares para bloquear uso de imagem por operadoras de apostas

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Quatro jogadores de futebol obtêm liminares para bloquear uso de imagem por operadoras de apostas
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TL;DR — Quatro atletas obtiveram liminares em SP e MG contra uso de imagem por Bet365, Betano e outras bets, enquanto uma decisão foi contrária. As operadoras citam a Lei 14.790/2023 e nota da SPA/MF que dispensa contratos extras para estruturação de odds. O caso revela conflito entre direito individual e repasse de 7,30% às entidades esportivas.

SCCG Take — As decisões criam insegurança jurídica que pode elevar custos e alterar a montagem de odds para operadores regulados pela SPA/MF. É essencial acompanhar o posicionamento de tribunais superiores para mapear riscos regulatórios no Brasil.

Quatro jogadores de futebol conseguiram liminares favoráveis na Justiça estadual de São Paulo e Minas Gerais para impedir que casas de apostas explorem seus nomes, imagens e atributos profissionais sem autorização. As decisões atingem a Cassino Bet, a Verabet, a HS do Brasil (dona da Bet365) e a Kaizen Gaming Brasil (dona da Betano). Uma liminar foi negada em caso envolvendo Patrick Bezerra do Nascimento, do Remo, contra a Superbet, segundo reportagem do JOTA.

As ações favoráveis foram movidas por Gabriel Barros, do América Mineiro, Guilherme Costa Marques, do Atlético Goianiense, Gustavo Vilar, do Botafogo-SP, e Ricardo Bueno, do Pouso Alegre FC. Duas delas já foram mantidas em segunda instância. Em Minas Gerais, o magistrado citou o risco de manipulação de resultados e o uso comercial da imagem dos atletas como justificativa para a tutela de urgência.

Detalhes das teses e respostas das operadoras

Os atletas alegam ausência de cessão de imagem e de qualquer remuneração direta. O advogado Marcelo Robalinho, sócio do RA Law, responsável pelas ações, relatou ao JOTA que os jogadores sofriam ameaças de apostadores frustrados nas redes sociais. Robalinho comparou o cenário a ações contra videogames e afirmou: “São ações da mesma família, mas, no caso dos videogames, você tem uma realidade virtual, você escolhe um time e um bonequinho que se assemelha ao jogador. Já com as bets, o apostador joga com a personalidade do atleta, com os atributos físicos dele. Ao fazer isso, os jogadores viram um produto”.

As operadoras invocam a Lei 14.790/2023, que destina 7,30% da receita bruta para entidades do Sistema Nacional do Esporte e atletas. Consulta formal respondida pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF) em abril deste ano, assinada por Leandro dos Reis Lucchesi, esclarece que não há necessidade de contratos extras quando o uso se limita à estruturação das apostas. As empresas Ana Gaming, Kaizen Gaming e Superbet informaram que cumprem as decisões judiciais e defendem a legalidade do modelo regulatório.

Implicações para o marco regulatório brasileiro

Essas liminares expõem tensão direta com o mecanismo da Lei 14.790/2023 e da Portaria 41/2025 da SPA/MF, que preveem repasse de 7,30% às entidades esportivas como contrapartida pelo uso de elementos vinculados a eventos e atletas na confecção de odds. O posicionamento da SPA indica que o repasse legal dispensa acordos individuais para estruturação de mercados, mas as decisões judiciais sugerem que tribunais podem exigir autorizações expressas, elevando o risco de multas e restrições operacionais para as bets autorizadas.

O que ainda não se sabe é se os tribunais superiores, como o STJ, uniformizarão o entendimento ou manterão o conflito entre direito de imagem individual e a regulamentação setorial. Essa incerteza pode alterar a precificação de mercados, os custos de compliance e a atratividade de investimentos no setor de apostas esportivas no Brasil.

Reporting: JOTA

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Image-rights rulings in Brazil create regulatory friction that could reshape odds structures and raise compliance costs for licensed operators.

We've spent three decades navigating regulatory gray zones across every major market. Brazil's image-rights clash between individual athletes and the 7.3% revenue share for sports entities is emerging as a real operational risk. Operators licensed under SPA/MF need to map exposure now — litigation like this can freeze features, spike legal costs, and complicate marketing playbooks overnight.

SCCG angle: SCCG works both sides — we connect sportsbook platforms with Brazilian sports data providers and legal advisors who understand SPA/MF nuances. When image-rights questions surface, our network includes compliance specialists and industry counsel who've handled parallel disputes in European and US markets. We help clients stress-test product features and contracts before injunctions land.

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