
TL;DR — Nove influenciadores e um empresário de Roraima foram denunciados por esquema que gerou R$ 67,5 milhões com plataformas clandestinas de jogos de azar e lavagem de dinheiro. O MP identificou núcleos de captação, operação e ocultação de recursos. O caso destaca riscos de publicidade enganosa via redes sociais.
SCCG Take — Esta denúncia reforça a necessidade de enforcement rigoroso da Lei 14.790/2023 para proteger o mercado regulado. Operadores licenciados devem observar como ações estaduais impactam a confiança do consumidor e a migração para canais autorizados.
O Ministério Público de Roraima apresentou denúncia contra nove influenciadores digitais e um empresário por integrarem esquema de divulgação de plataformas clandestinas de jogos de azar e lavagem de dinheiro. O grupo recebeu R$ 67,5 milhões em cerca de dois anos de atuação. A denúncia, apresentada nesta sexta-feira (4/9), acusa os envolvidos por exploração de jogos de azar, afirmação falsa sobre serviços, indução a erro, crimes contra a economia popular, associação criminosa e lavagem de capitais. Três deles também respondem por estelionato.
Os nomes incluem Adrielly Vivianny Araújo de Jesus e o marido Dione dos Santos da Silva, além de Raniely Silva Carvalho, Patrik Adhan dos Santos Ribeiro, Amanda Lourenço Faria, Laís Ramos Gomes da Silva, Victoria Paixão Barros, Vitória Reis da Silva, Juliana Lima do Nascimento e Gildázio Sobrinho Santos Cardoso. Segundo reportagem do BNLData, o promotor Carlos Alberto Melotto conduziu o caso e solicitou indenização a três vítimas identificadas.
Os influenciadores publicavam stories, reels e vídeos com links personalizados para as plataformas ilegais. Exibiam supostos ganhos, veículos, imóveis e viagens para prometer lucro fácil aos seguidores. Usavam contas de demonstração fornecidas pelas plataformas para simular resultados irreais. Após depósitos, as vítimas viam lucros fictícios e eram incentivadas a continuar. Tentativas de saque maiores resultavam em bloqueios. O Ministério Público descreveu três núcleos interligados: operacional com administradores e intermediadores de pagamento, de divulgação com os influenciadores e de ocultação de recursos. A lavagem ocorria via transferências em contas pessoais e jurídicas, conversão em bens e serviços estéticos.
Melotto afirmou que “estamos falando de um esquema que explora a confiança das pessoas e a expectativa de obter ganhos financeiros, causando prejuízos que podem comprometer a renda e o patrimônio das vítimas. A atuação do Ministério Público busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos e impedir que estruturas como essa continuem utilizando as redes sociais para alcançar novos consumidores”. As defesas negam as acusações. A de Raniely Silva Carvalho declarou que “as acusações não correspondem à realidade dos fatos”. Outras afirmam que demonstrarão inocência nos autos, com presunção de inocência vigente.
O caso em Roraima se conecta à Lei 14.790/2023, que regulamentou as apostas de quota fixa e atribuiu à Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF) a fiscalização de operadores autorizados. A norma estabelece alíquota de 12% sobre o GGR e busca direcionar o mercado para canais regulados, combatendo estruturas clandestinas como esta. O mecanismo de ligação é que denúncias por lavagem e publicidade enganosa reforçam a aplicação prática da lei, podendo reduzir concorrência ilegal para operadores licenciados e auxiliar a Receita Federal na tributação de atividades legalizadas. Contudo, a denúncia não detalha impacto específico na arrecadação federal nem menciona o PL 2.258/2026. Ainda não se sabe como o episódio afetará a uniformidade de fiscalização entre estados e o apetite de investidores para o mercado regulado.
Reporting: BNLData
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This Roraima case shows Brazilian prosecutors targeting the entire chain — platform, affiliates, money movers. It is a clear signal that Lei 14.790 enforcement extends to regional jurisdictions and social media promoters. For anyone entering Brazil, your partner vetting and affiliate compliance protocols must be bulletproof, or you risk guilt by association and regulatory exclusion.
SCCG angle: SCCG works with licensed Brazil operators and tech providers daily. When enforcement accelerates like this, we help partners audit affiliate networks, structure compliant influencer programs, and connect you to vetted local counsel and payments partners who understand the new enforcement landscape. No shortcuts.
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