
TL;DR — A ACCJ celebrou o bloqueio de 42 sites de apostas pela Subtel no Chile por seguir ordens judiciais, mas criticou a falta de solução integral e a contradição com o pagamento de IVA via SII. Operadores de iGaming acusam excesso na aplicação da medida. O episódio expõe desafios de regulação inconsistente na região.
SCCG Take — Para o Brasil, o caso reforça a importância de coerência entre SPA/MF e Receita Federal na aplicação da Lei 14.790/2023, evitando brechas que prejudiquem operadores licenciados e a arrecadação.
A Associação Chilena de Casinos de Jogo (ACCJ) manifestou apoio à decisão da Subsecretaría de Telecomunicaciones (Subtel) de bloquear 42 sites de apostas online no Chile. A entidade reconheceu o cumprimento de ordens judiciais, mas advertiu que a medida “no resuelve el problema de fondo”, conforme reportagem da Yogonet LatinoAmerica.
A presidenta da ACCJ, Cecilia Valdés, saudou a ação do governo em linha com decisões da Corte Suprema e da Corte de Apelaciones de Santiago. Valdés declarou esperar que o bloqueio prossiga enquanto plataformas de apostas online continuarem oferecendo serviços no país. No entanto, ela classificou a iniciativa como solução parcial e reforçou a necessidade de resposta coordenada do Estado.
Valdés apontou incoerência entre a postura da Subtel e a do Servicio de Impuestos Internos (SII), que habilitou mecanismo de pagamento de IVA digital para essas mesmas plataformas há poucos meses. A executiva questionou ainda a permanência de publicidades de casas de apostas cujos operadores não seguem os mesmos padrões de fiscalização da indústria regulada. A Subtel oficiou seis provedores de internet com base em lista enviada pela Superintendencia de Casinos de Juego (SCJ), usando mecanismo DNS.
Duas entidades que representam operadores de iGaming rejeitaram a decisão. A Agrupación Chilena de Plataformas de Apuestas en Línea (aPAL) afirmou que a medida “excede por mucho” o determinado pela justiça, ao incluir domínios e operadores fora do recurso de proteção original e da sentença. A Asociación de iGaming Responsable alertou sobre consequências para usuários chilenos e para o caminho do país rumo à regulação, repetindo que a aplicação excedeu seu fundamento jurídico.
A Lei 14.790/2023 instituiu no Brasil a regulação de apostas de quota fixa, com exigência de licenças da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF) e alíquota de 12% sobre o GGR, além de regras de compliance e fiscalização pela Receita Federal. O caso chileno, com bloqueio por uma agência e habilitação tributária por outra, ilustra o risco de sinais contraditórios entre órgãos estatais. Isso pode antecipar, para reguladores brasileiros, a necessidade de alinhamento entre SPA/MF e Receita Federal a fim de evitar que plataformas não licenciadas explorem brechas semelhantes. Operadores e investidores locais poderiam ver impacto em medidas de bloqueio ou enforcement se o Brasil adotar ações fragmentadas. As fontes, porém, não detalham qualquer conexão direta ou dados sobre o mercado brasileiro, de modo que permanece desconhecido o efeito concreto sobre a outorga de licenças ou a arrecadação projetada pela SPA/MF.
Reporting: Yogonet LatinoAmerica
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We track 545 partners across every regulated market, and this Chilean contradiction is a warning shot for Brazil. When enforcement and tax authorities don't align, licensed operators lose credibility and black markets thrive. Brazil's SPA and Receita Federal need lockstep coordination — or risk the same mess.
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