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Brasil Registra 11% de Menores Apostando Online Apesar de Lei Pioneira de Proteção

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Brasil Registra 11% de Menores Apostando Online Apesar de Lei Pioneira de Proteção
AI-generated illustration.

TL;DR — Brazil, the fifth largest betting market in the world, is struggling with record levels of child gambling. Some 11 percent of Brazilians under 18-years-old placed an online bet in 2025 per Ipsos. In September 2025 Brazil enacted the ECA Digital Law banning loot boxes for minors citing the addiction mechanics behind them.

SCCG Take — Operadores licenciados precisam adotar verificação biométrica robusta para evitar bloqueios judiciais, enquanto reguladores devem priorizar o combate ao mercado clandestino para tornar a proteção real e evitar restrições mais amplas ao setor.

O Brasil, quinto maior mercado de apostas do mundo, enfrenta níveis recordes de jogo entre crianças e adolescentes. Fontes confiáveis estimam que 2,1 milhões de brasileiros, em uma população de 213,7 milhões, sofrem de transtorno de jogo clínico, com mais 7,5 milhões considerados jogadores problemáticos. Pesquisa da Ipsos indicou que 11% dos brasileiros menores de 18 anos realizaram apostas online em 2025, conforme reportado pela iGaming Future.

Em meio à onda global de leis para proteger menores online, o país promulgou em setembro de 2025 o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). A norma exige verificação tecnológica de idade para conteúdos inadequados a menores de 18 anos, impõe controles parentais em redes sociais e bane outright loot boxes para menores, citando mecânicas de vício mesmo que não sejam legalmente classificadas como gambling.

Marco Regulatório de Proteção a Menores

No mercado regulamentado, checagens rigorosas de KYC e identidade são exigidas por lei para bloquear acesso de crianças. O ECA posiciona o Brasil como pioneiro ao proibir loot boxes para menores, estabelecendo benchmark global preventivo. Em agosto, estima-se que três milhões de beneficiários de auxílios sociais apostaram R$ 5 bilhões em plataformas de apostas online, conforme dados citados.

Limites do Enforcement e o Peso do Mercado Ilegal

O segmento clandestino responde por até 44% das apostas online, segundo estudo do Brazilian Institute for Responsible Gaming, sem qualquer obrigação de verificação de idade. Em julho, o Tribunal da Infância e Juventude de Campina Grande, na Paraíba, determinou bloqueio de marcas licenciadas como Picbet, FlaBet e Bet Dá Sorte. A decisão afirmou que “Daily experience and online news reports demonstrate that children and adolescents continue to access betting platforms with relative ease by using the tax IDs (CPFs) of parents, guardians, or third parties — often without any effective biometric verification at the time of registration or during subsequent transactions.”

A Apple responde a ação civil de organizações de direitos da criança por permitir apps de gambling sem restrições etárias efetivas, com risco de multa diária de R$ 500 mil. A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) bloqueou mais de 60 mil plataformas ilegais desde abril. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, alertou: “Either Brazil ends gambling, or gambling ends Brazil. We have to understand that this is a health problem.”

Esses casos mostram que, sem combate mais efetivo ao clandestino, as avançadas regras de proteção permanecem limitadas, especialmente com eleições se aproximando e pressões por re-regulamentação.

Reporting: iGaming Future

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Steve’s read · SCCG Intelligence

Eleven percent of Brazilian minors betting online proves enforcement must target the 44% illegal market, not just licensed operators.

Brazil is our fifth-largest global betting market, and we've placed compliance and regulatory affairs leaders across LatAm. When 2.1 million Brazilians have clinical gambling disorder and courts start blocking licensed brands while illegal operators run unchecked, that's a market structure problem our partners need to navigate carefully.

SCCG angle: We've connected over 30 regulatory technology and biometric verification providers into regulated markets globally. For operators in Brazil, we're introducing the age verification and compliance infrastructure partners who can demonstrate judicial-grade controls — because the next court order could target your brand if enforcement standards aren't bulletproof.

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