
TL;DR — O CONAR atualizou o Anexo X com regras mais rígidas para publicidade de apostas, focando na proteção de crianças e adolescentes. Baseado em mais de 160 processos, o texto limita conteúdos atrativos a menores, eleva a supervisão de influenciadores e exige avisos de 10% do anúncio. As normas valem em 30 dias, com chamada para adoção imediata.
SCCG Take — Operadores e afiliados devem iniciar a adequação agora para mitigar riscos de notificações e reforçar a conformidade regulatória no ecossistema de apostas.
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) endureceu as regras para publicidade de apostas no Brasil. As alterações introduzem proteções mais robustas para crianças e adolescentes e elevam as responsabilidades de compliance para influenciadores, afiliados e operadores. As mudanças foram aprovadas em 27 de agosto de 2026 e publicadas em 28 de agosto, como atualização do Anexo X do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, conforme reportado pela G3 Newswire.
O CONAR lançou também um novo Framework Autoregulatório para Publicidade de Apostas e um checklist específico de proteção a crianças e adolescentes. A revisão se baseia na experiência acumulada desde as regras originais de dezembro de 2023, que entraram em vigor no início de 2024. Desde então, o órgão conduziu mais de 160 procedimentos sobre publicidade de apostas e monitorou dezenas de milhares de postagens em redes sociais.
As novas normas adicionam restrições a conteúdos com forte apelo a crianças e adolescentes. Elementos como “animais humanizados” devem ficar limitados aos canais próprios dos operadores, onde se aplicam mecanismos de verificação de idade. Anúncios precisam exibir símbolo 18+ ou aviso equivalente. Pessoas que aparecem apostando ou em papel proeminente devem ter e aparentar mais de 21 anos.
O framework aumenta a supervisão sobre influenciadores e afiliados, com incentivo ao monitoramento regular e previsão de programa de acreditação para treinamento e rastreabilidade. Operadores devem manter registros das medidas de due diligence nessa cadeia. Para operadores não autorizados pela autoridade competente, o CONAR notificará veículos e plataformas para suspender a veiculação e informará o órgão regulador.
As advertências de jogo responsável ganham exigências mais rigorosas: devem ser claras, legíveis e proeminentes, ocupando no mínimo 10% do anúncio. Frases encurtadas permitidas incluem “O Ministério da Fazenda adverte: Apostar não é investir”, “Apostar pode causar dependência” e “Apostar faz você perder dinheiro”. Os princípios originais do Anexo X foram mantidos, vedando promessas de ganhos garantidos, associação a enriquecimento ou publicidade dirigida a menores.
As disposições revisadas entram em vigor 30 dias após a publicação. O CONAR, no entanto, recomendou que operadores, agências, influenciadores, afiliados e demais participantes iniciem a aplicação das mudanças de forma imediata. Essa atualização reforça a autorregulamentação do setor de apostas, alinhando práticas comerciais à proteção de públicos vulneráveis sem alterar os fundamentos já estabelecidos desde 2024.
Reporting: G3 Newswire
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We've seen 160+ CONAR proceedings since 2024, and this update shows the scrutiny is only intensifying. Operators working Brazil need to treat self-regulatory compliance as regulatory — the lines are blurring fast. SCCG partners navigating Latin America know that creative freedom ends where child protection begins, and this framework makes that bright-line clear.
SCCG angle: SCCG works with operators entering or scaling in Brazil and our network includes regulatory counsel and creative partners who understand CONAR precedent. We help clients align ad programs and influencer networks before the 30-day clock runs out, avoiding costly revisions and enforcement risk.
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