
TL;DR — O RGEM chega ao 28º ano nos EUA com quase 60% dos americanos tendo apostado no último ano. A AGA relata investimentos de meio bilhão de dólares e alta adesão a ferramentas de jogo responsável, mas critica os mercados de predição. No Brasil, a Lei 14.790/2023 exige medidas semelhantes, porém sem dados diretos de aplicação local.
SCCG Take — Operadores brasileiros precisam mapear como campanhas de educação financeira podem reforçar a conformidade com a SPA/MF e preservar a confiança regulatória em um mercado em expansão.
O Mês de Educação para o Jogo Responsável (RGEM) tem início em setembro, marcando o 28º ano da iniciativa promovida pela American Gaming Association (AGA). Com o aumento do número de apostadores nos Estados Unidos, onde quase 60% dos americanos apostaram de alguma forma no ano passado, a campanha ganha relevância para equilibrar a expansão do mercado com práticas de proteção ao consumidor.
David Forman, vice-presidente de Pesquisa da AGA, informou à CDC Gaming que a indústria destinou cerca de meio bilhão de dólares a programas de jogo responsável. Isso resultou em alto nível de percepção positiva: quatro em cada cinco apostadores afirmam que o setor está comprometido e que as iniciativas são eficazes. Quase todos os apostadores conhecem ao menos uma ferramenta de suporte.
A AGA lançou em 2025 o hub Play Smart from the Start, que enfatiza três pilares principais: manter o mindset correto, conhecer as regras e probabilidades do jogo, e agir de forma intencional com orçamento definido. A plataforma registrou dezenas de milhares de interações online no primeiro ano. Forman criticou os mercados de predição por não tratarem o produto como apostas, o que impede discussões honestas sobre proteção ao consumidor.
Especialistas consultados pela CDC Gaming propuseram ajustes concretos. A Dra. Jennifer Shatley, da Responsible Online Gaming Association, defendeu a integração da educação em apostas esportivas com conceitos de alfabetização financeira, especialmente para jovens adultos que constroem hábitos de orçamento. Elizabeth Thielen, da Nicasa Behavioral Health Services, sugeriu revisar o termo “responsible gambling” por possíveis efeitos de exclusão, propondo alternativas como “informed gambling” para reforçar que a responsabilidade é compartilhada. Keith Whyte, da Safer Gambling Strategies, apontou a transparência como palavra central e defendeu a divulgação pública de métricas como uso de ferramentas de RG, treinamentos e autoexclusões por operadores e reguladores.
A Lei 14.790/2023 define o marco regulatório das apostas de quota fixa no Brasil e impõe aos operadores obrigações explícitas de jogo responsável, incluindo ferramentas de limitação e educação ao consumidor, sob supervisão da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF). O mecanismo de conexão com a experiência americana está na construção de confiança com reguladores, formuladores de políticas e comunidades por meio de investimentos visíveis em prevenção. No entanto, a fonte não informa valores de aporte brasileiro equivalentes ao meio bilhão de dólares nem detalha se a alíquota vigente de 12% sobre o GGR será direcionada a campanhas anuais como o RGEM. Permanece desconhecido o cronograma da SPA/MF para normas específicas de transparência em métricas de uso de ferramentas ou a extensão de colaboração entre operadores e serviços de saúde comportamental. Operadores e investidores locais devem acompanhar esses desdobramentos para antecipar exigências de reporte que mantenham a licença e a aceitação social.
Reporting: CDC Gaming
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We've watched RG evolve from compliance theater to competitive advantage in every market we've entered. The AGA's half-billion-dollar commitment and 80% consumer approval show that transparent player protection isn't optional — it's the license to grow. Brazil's licensees face the same test under Law 14.790, and they need playbooks, not platitudes.
SCCG angle: SCCG has embedded RG architects in 30+ jurisdictions. We connect Brazilian licensees to the same compliance, tech, and education vendors that built AGA's playbook — turning SPA/MF mandates into consumer trust and regulatory goodwill before your first audit.
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