
TL;DR — A deputada Caroline de Toni protocolou projeto que extingue o mercado regulamentado de apostas de quota fixa após transição de 180 dias, com multas de até R$ 2 bilhões e obrigações para bancos e redes sociais. A justificativa centra-se em endividamento familiar e riscos à saúde mental. Apresentado em 24 de agosto de 2026, o texto ainda não iniciou tramitação e soma-se a iniciativas restritivas no Congresso.
SCCG Take — Para operadores licenciados, a proposta eleva o risco político e exige monitoramento rigoroso da tramitação. Investidores devem avaliar cenários de reversão regulatória que alteram projeções de longo prazo no Brasil.
A deputada federal Caroline de Toni apresentou projeto de lei que busca encerrar o mercado regulamentado de apostas de quota fixa no Brasil. A proposta define prazo de transição de 180 dias para que as autorizações vigentes percam validade, revertendo a legalização em vigor desde janeiro de 2025. O texto integra série crescente de iniciativas legislativas que visam proibir ou restringir o setor.
Se aprovado, o projeto imporia multas de até R$ 2 bilhões a operadores que mantivessem atividades após a proibição, com valores definidos conforme gravidade e reincidência. Ele também atribui obrigações a instituições de pagamento, que devem impedir transações com plataformas ilegais, e a redes sociais, responsáveis por bloquear anúncios de apostas proibidas. A medida combina restrições comerciais, financeiras e publicitárias para desestimular operação clandestina.
Na justificativa, Caroline de Toni cita estudos sobre gastos dos consumidores brasileiros com apostas. Ela sustenta que o mercado atingiu escala suficiente para afetar decisões de consumo, poupança e endividamento familiar. A proposta destaca ainda riscos do jogo problemático, que podem comprometer finanças pessoais, relações familiares, saúde mental, vida profissional e hábitos de consumo.
A deputada reconhece que a regulamentação permite arrecadação tributária, supervisão de operadores e migração de atividades antes clandestinas. No entanto, argumenta que a receita pública não justifica manutenção de prática cujos custos econômicos e sociais recaem sobre as famílias. O projeto não se limita a extinguir licenças: inclui mecanismos de enforcement contra o mercado ilegal.
O mercado federal de apostas de quota fixa opera desde janeiro de 2025. Desde então, multiplicaram-se propostas no Congresso que buscam alterar o modelo, variando de limites à publicidade e novos tributos até a proibição total. O texto de Caroline de Toni se enquadra na categoria de vedação completa, conforme reportado pela Zona de Azar.
O projeto foi protocolado em 24 de agosto de 2026 e ainda não iniciou tramitação formal na Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado na forma atual, substituiria o marco regulado por regime de proibição e fiscalização, gerando incerteza adicional para operadores licenciados. O texto prevê transição em vez de fechamento imediato, com foco simultâneo em proteção ao jogador e combate à ilegalidade.
Reporting: Zona de Azar
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We've partnered with operators across Latin America for three decades, and Brazil's been a cornerstone market since legalization. This bill won't likely pass — but it reflects real legislative hostility that can morph into advertising bans, steeper taxes, or frozen licensing. Operators need scenario planning, not hope.
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