
TL;DR — Romeu Zema, candidato pelo Novo, usa camisa ‘Chega de Bets’ e defende proibição ou restrições severas a apostas online, citando dívidas familiares. Sua posição contrasta com concessão anterior em Minas Gerais, que gerou R$ 432.000 mensais. Pesquisa mostra 58% dos eleitores indiferentes, mas eleva incerteza regulatória.
SCCG Take — O tema ganha visibilidade eleitoral e sinaliza risco de endurecimento normativo para o mercado regulado desde 2025. Operadores devem priorizar monitoramento de propostas legislativas para mitigar impactos competitivos.
Romeu Zema, candidato presidencial pelo Novo, intensificou sua oposição às apostas online. O ex-governador de Minas Gerais tem aparecido em eventos públicos vestindo camisa com o slogan “Chega de Bets”. Ele defende a proibição completa da atividade ou restrições mais rigorosas que as aplicadas ao tabaco, ligando o crescimento das bets a problemas financeiros e sociais nas famílias brasileiras.
Zema critica a ideia de que as apostas representem solução para dívidas domésticas, especialmente em cenário de altas taxas de juros. Sua posição recoloca o setor no centro do debate eleitoral nacional. Como reportado pela Zona de Azar, ele também usa redes sociais para atacar o governo Luiz Inácio Lula da Silva pela regulação do mercado.
A atual campanha de Zema gera questionamentos por decisões tomadas durante sua gestão como governador. Na época, a Loteria Estadual de Minas Gerais concedeu operação de apostas de quota fixa pela plataforma Lotominas.bet, seguindo lei federal então vigente. Zema justifica a medida como forma de maximizar receita estadual, com recursos destinados a programas sociais.
Relatório de junho apontou lucro mensal líquido de cerca de R$ 432.000 com apostas esportivas e jogos de cassino. Sob o sucessor Mateus Simões, o contrato foi encerrado e novas regras limitaram publicidade de bets em espaços públicos. A mudança reflete tendência de maior controle sobre propaganda e patrocínios em vários estados.
Pesquisa de julho da More in Common com Ipsos-Ipec mostrou que 58% dos entrevistados afirmam que posição de político sobre apostas online não afeta seu voto. Ainda assim, 24% indicaram maior propensão a apoiar candidatos favoráveis a restrições. Indivíduos com maior escolaridade tendem a ver com mais aprovação as propostas de limitação.
O mercado nacional de apostas de quota fixa opera desde janeiro de 2025, com rápido crescimento de operadores, publicidade e patrocínios. A campanha de Zema adiciona incerteza política, mesmo que o tema ainda não determine intenções de voto para a maioria. Candidatos propõem desde controles mais rígidos até abolição completa do marco regulado.
O debate presidencial deve definir se o Brasil mantém o modelo atual com ajustes ou avança para framework mais restritivo. Operadores precisam acompanhar as propostas legislativas que emergirem do pleito.
Reporting: Zona de Azar
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We've built partnerships across 545 entities in every regulated market — Brazil's 2025 rollout is massive, but political headwinds like this create uncertainty operators can't ignore. Zema's flip and the 24% of voters backing restrictions signal the regulatory climate can shift fast, and brands need navigation beyond launch-day compliance.
SCCG angle: SCCG's network includes government relations specialists and local counsel across Latin America who help clients read shifting political winds and adjust compliance, branding, and partnership strategies before populist campaigns turn into restrictive laws. We connect dots others miss.
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