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MLBPA acusa liga de resistir a banimento de apostas prop em carta ao Congresso americano

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MLBPA acusa liga de resistir a banimento de apostas prop em carta ao Congresso americano

TL;DR — A MLBPA respondeu a congressistas americanos propondo banir marketing personalizado em programas VIP de apostas e criticando a MLB por rejeitar o banimento de apostas prop, associadas a maior risco de vício e assédio. A carta, motivada por caso da FanDuel com Bryce Harper, reforça tensões entre parcerias comerciais e integridade de jogadores. Conforme reportado pela SBC Americas.

SCCG Take — No Brasil, a Lei 14.790/2023 pode evoluir para incorporar salvaguardas semelhantes, exigindo que operadoras e reguladores avaliem parcerias com atletas para mitigar riscos de assédio e jogo problemático.

A MLB Players Association (MLBPA) respondeu a questionamentos de congressistas dos Estados Unidos e se declarou aberta a proibir a participação de jogadores em campanhas de marketing personalizadas ligadas a programas VIP de apostas esportivas. A entidade também afirmou que a liga resistiu a uma proposta conjunta para banir apostas prop e contratos semelhantes baseados em desempenho em jogo. A carta, enviada em 24 de agosto, surge após polêmica com vídeo de Bryce Harper usado pela FanDuel para atrair cliente com histórico de perdas elevadas.

Jeffrey Perconte, conselheiro geral da MLBPA, afirmou na resposta que a associação ‘welcomes dialogue with lawmakers regarding our Sports Betting Policy and potential measures that can be taken to promote the safety and wellbeing of both our members and the public’. A MLBPA propôs esforço conjunto com a MLB para proibir apostas prop, associadas a taxas significativamente maiores de jogo problemático e a um ‘epidemic of harassment and abuse’ contra atletas e familiares. A liga, porém, ‘has thus far balked’ na medida, conforme o documento. A MLBPA pretende manter a pressão pelo banimento.

Após escândalo de manipulação de arremessos envolvendo o Cleveland Guardians, a MLB e suas casas de apostas limitaram mercados de nível de arremesso a US$ 200 por aposta. A associação defende que jogadores possam firmar parcerias comerciais com marcas de apostas, desde que não incentivem o público a apostar, alinhando-se a práticas já adotadas pela liga e pelos times. A própria MLBPA mantém acordos de licenciamento com Caesars Sportsbook e Hard Rock Bet para uso de imagem e semelhança de atletas. Recentemente, equipes da MLB fecharam parcerias com plataformas de prediction markets, como Polymarket com o New York Yankees, Novig com o New York Mets e Kalshi com cinco times.

A correspondência responde a carta enviada em 10 de agosto por Sen. Richard Blumenthal (D-CT), Rep. Valerie Foushee (D-NC) e Rep. Paul Tonko (D-NY). Os parlamentares questionaram políticas que permitiram vídeo personalizado enviado via Cameo a Terry Thompson, ex-cliente VIP da FanDuel que apostou mais de US$ 18,5 milhões e perdeu mais de US$ 1,5 milhão. A FanDuel respondeu separadamente, destacando ferramentas de autocontrole, notificações em tempo real e intervenção para padrões de risco.

Implicações para o marco regulatório brasileiro de apostas

A Lei 14.790/2023, que estabeleceu o marco legal para apostas de quota fixa no Brasil e atribuiu fiscalização à Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF), define regras de publicidade responsável e mecanismos de integridade para proteger apostadores e a lisura das competições. O debate americano sobre restrições a apostas prop — por elevarem o risco de vício e assédio a jogadores — e a proibição de campanhas VIP personalizadas pode antecipar questionamentos semelhantes no Brasil, onde operadoras já firmam parcerias com atletas e ligas esportivas locais. O mecanismo de ligação está na convergência de preocupações com jogo responsável: medidas adotadas nos EUA para limitar exposição de atletas podem servir de referência para futuras normas da SPA sobre contratações de imagem e limites em promoções. No entanto, a fonte não detalha paralelos regulatórios ou tributários específicos com o Brasil, de modo que permanece desconhecido se a Receita Federal ou a SPA incorporarão restrições equivalentes ou alterarão a alíquota vigente de 12% sobre GGR para financiar programas de integridade.

Reporting: SBC Americas

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Steve’s read · SCCG Intelligence

Player union confronts league over prop bets while defending brand deals — a tension every sports partnership must now navigate.

We've brokered sports betting partnerships across every regulated market, and this fault line — commercial revenue vs. player safety — is spreading worldwide. The MLBPA's willingness to ban VIP marketing but defend licensing deals with Caesars and Hard Rock shows where the real boundaries lie. Brazilian operators should watch closely; Lei 14.790 will evolve, and athlete partnerships will face similar scrutiny.

SCCG angle: SCCG has structured sports betting partnerships for leagues, teams, and operators globally. We help clients design athlete marketing programs that pass regulatory and public scrutiny — balancing commercial upside with defensible guardrails before Congress or regulators come knocking.

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