
TL;DR — A América Latina exibe regulamentações fragmentadas de apostas, com Brasil atingindo R$ 37 bilhões de GGR e 79 operadoras, Peru com mais de 90 autorizações e Colômbia impondo 16% de imposto no depósito. Cada país segue ritmo próprio sem padrão unificado. Sob a Lei 14.790/2023, o modelo brasileiro vira referência regional.
SCCG Take — Operadores brasileiros devem mapear conformidade isolada por país para expansão, pois estratégias locais não se transferem e elevam custos regulatórios na região.
A América Latina não funciona como um mercado único de apostas. Cada país avança em ritmos próprios, com regras de licenciamento, tributação e fiscalização que não se transferem de uma jurisdição para outra. Como analisado pelo iGaming Brazil, essa realidade exige que operadores e apostadores tratem cada território como um caso específico, sob risco de erros caros em conformidade e estratégia.
O Brasil registrou R$ 37 bilhões de GGR no primeiro ano completo da nova estrutura, acima dos R$ 31 bilhões projetados, com 79 operadoras licenciadas e 25,2 milhões de apostadores — equivalente a 11,8% da população. O governo arrecadou cerca de R$ 10 bilhões em impostos. O Peru, por sua vez, concedeu autorização a mais de 90 operadoras sob a Lei nº 31557 e Decreto Supremo, com o MINCETUR reconhecido como Regulador do Ano de 2025 pelo International Masters of Gaming Law por sua supervisão de cassinos, apostas esportivas e jogos online.
A Colômbia aplica o Decreto 0240, de março de 2026, que institui imposto nacional de consumo de 16% sobre a receita bruta no momento do depósito do usuário. México trabalha com lei federal anterior à era online, Argentina regula em nível provincial sem licença nacional única e Chile ainda amadurece regras de licenciamento e publicidade. Canais de pagamento variam: Pix predomina no Brasil, enquanto cartões e transferências bancárias dominam em outros mercados. Essa fragmentação altera tanto a experiência do usuário quanto a lista de verificações de compliance.
A Lei 14.790/2023 definiu o marco para apostas de quota fixa no Brasil, gerando o GGR e a arrecadação que hoje servem de referência para reguladores latino-americanos. O mecanismo de ligação é claro: o equilíbrio brasileiro entre receita tributária e manutenção de operadores licenciados contra o mercado irregular é monitorado de perto. Peru prioriza fiscalização ativa contra plataformas não autorizadas, enquanto Colômbia recalibra com imposto no depósito — ajustes que podem antecipar pressões por mudanças na alíquota ou nas regras de publicidade da SPA/MF aqui.
O risco reside na ausência de harmonização. Operadores que expandem da base brasileira enfrentam custos adicionais de adaptação, pois estratégias tributárias ou de licenciamento não são portáveis. A fonte não detalha prazos de convergência futura, mas indica que decretos regionais surgem com pouco aviso, elevando a necessidade de monitoramento contínuo. O que se observa é evolução independente: cada país testa como tributar o crescimento digital sem empurrar apostadores para o não licenciado.
Para o futuro, o valor de informações atualizadas por jurisdição tende a crescer. Operadores e investidores brasileiros precisam orçar cada novo mercado como projeto autônomo, com cronograma próprio de licenças e limites de marketing. O apetite regional por apostas regulamentadas existe, mas “regulamentado” significa coisas distintas conforme a bandeira na licença.
Reporting: iGaming Brazil
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We've spent three decades building regulated-market partnerships across 545 companies, and Latin America is where that network matters most right now. Brazil's Law 14.790/2023 created a compliance template, but Peru's 90+ licenses, Colombia's 16% deposit tax, and provincial chaos in Argentina mean operators need local intelligence and trusted introductions in every single jurisdiction.
SCCG angle: SCCG has live partnerships with Brazilian operators, payment providers, and regulators across the region. When you're mapping market entry or need introductions to vetted local counsel, licensing consultants, or platform integrators who've cleared compliance in Peru or Colombia, we connect you to the people who've already done it — saving you months and costly missteps.
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