
TL;DR — Candidatos como Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Lula e Flávio Bolsonaro defendem restrições às bets, que em 2025 geraram R$ 220 bilhões em apostas e R$ 36,9 bilhões em retenções. O tema domina a campanha de 2026, com alertas sobre migração ao clandestino.
SCCG Take — Operadores e reguladores devem monitorar como eventuais revisões na Lei 14.790/2023 equilibrarão arrecadação e danos sociais, evitando impulsos ao mercado ilegal.
A temporada eleitoral de 2026 transformou as apostas esportivas em tema central da disputa pelo Palácio do Planalto. Candidatos de diferentes partidos defendem restrições ao setor, que em 2025 movimentou R$ 220 bilhões em plataformas autorizadas, com R$ 36,9 bilhões retidos pelas operadoras e cerca de 25 milhões de brasileiros realizando ao menos uma aposta.
Conforme reportagem da BNLData, a colunista Vera Magalhães, do jornal O Globo, sintetizou o momento: “As bets entraram de vez na campanha presidencial.” As propostas variam de tom, mas sinalizam endurecimento em um mercado legalizado em 2018 e regulamentado apenas em 2023.
Romeu Zema prometeu encerrar as operações de bets já no primeiro dia de eventual governo. Ronaldo Caiado indicou abordagem severa, enquanto Lula e Flávio Bolsonaro também se posicionaram favoráveis a restrições. O setor cresceu em zona cinzenta por anos, com empresas operando do exterior, antes da Lei 14.790/2023 trazer tributação e incluir jogos online como o Tigrinho.
A indústria hoje financia clubes de futebol por meio de publicidade e contribui com arrecadação tributária. Vera Magalhães advertiu, porém, que “o difícil é devolver a pasta de dentes pra dentro do tubo”. Restrições mal calibradas podem migrar os usuários para o mercado clandestino, sem tributos, proteção ao consumidor ou controle de acesso. A colunista completou que “reduzir agora os danos sociais e econômicos, sem simplesmente empurrar esses apostadores pro mercado clandestino, é bem mais difícil”.
A Lei 14.790/2023 fixou a tributação sobre o GGR e as regras de outorga supervisionadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF). As promessas eleitorais podem pressionar por revisões nessa legislação ou por novas normas da Receita Federal sobre fiscalização. O mecanismo de impacto seria o adiantamento de ajustes na alíquota vigente e nos critérios de licenciamento, alterando o planejamento de operadores e investidores que atuam no ambiente regulado desde 2023.
A fonte não detalha propostas concretas de alteração da lei ou prazos de implementação. Permanece desconhecido como o próximo governo conciliaria maior restrição com a manutenção da arrecadação atual e o risco concreto de expansão do jogo ilegal, sem dados adicionais sobre eventuais impactos em patrocínios esportivos ou na proteção dos 25 milhões de apostadores.
Reporting: BNLData
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We've watched Brazil build the largest regulated market in Latin America since 2023. Now every major candidate is pledging restrictions on the R$220 billion sector. The risk? Poorly calibrated policy pushes 25 million users back to unlicensed operators, erasing tax revenue and consumer protection overnight. SCCG works in Brazil daily — this isn't theoretical.
SCCG angle: SCCG has partners across Brazil's regulated ecosystem — from licensed platforms to compliance advisors and sponsorship networks. As election rhetoric heats up, we're connecting operators to the government relations and local intelligence needed to scenario-plan regulatory shifts and protect market position before any new administration rewrites the rules.
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