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Banimento de Apostas na Premier League Cria Mercado de Compradores para Patrocinadores de Camisas

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Banimento de Apostas na Premier League Cria Mercado de Compradores para Patrocinadores de Camisas

TL;DR — A Premier League substituiu patrocinadores de apostas por marcas de finanças e tecnologia após banimento frontal, com perdas de até 38% em valores e migração para mangas. O movimento criou um mercado de compradores que reduz receitas de clubes menores. No Brasil, a Lei 14.790/2023 impõe limites semelhantes de publicidade.

SCCG Take — Operadores brasileiros devem mapear como restrições externas afetam receitas de patrocínio e diversificar parceiros para mitigar riscos regulatórios locais.

A Premier League iniciou a temporada sem patrocinadores de apostas nas frentes das camisas pela primeira vez. A proibição voluntária obriga os clubes a substituírem acordos estimados em £80 milhões (US$ 109 milhões) por ano. Setores como serviços financeiros, tecnologia e turismo assumem o espaço, mas pagam valores menores, especialmente para times fora do grupo de elite, conforme reportado pela Gambling Insider.

Vários clubes aguardaram quase até o prazo final para anunciar novos parceiros. Isso fortaleceu a posição dos patrocinadores e criou um mercado favorável a compradores. As camisas agora exibem seguradoras, plataformas de recrutamento, empresas de dados e até boards de turismo nacional.

Substituições por Setores Financeiro e de Tecnologia

O Everton trocou a Stake pela CMC Markets, mantendo o patamar de £10 milhões anuais. O Nottingham Forest substituiu a Bally’s pela Marex. No âmbito tecnológico, o Fulham adotou a ClickHouse e o Crystal Palace, a Temporal. O Brentford escolheu a Indeed, enquanto o Bournemouth promoveu a Vitality por £4-5 milhões, abaixo dos £8 milhões pagos anteriormente.

O Aston Villa manteve o mesmo valor de £20 milhões com a Visit Rwanda, e o Sunderland negocia com a Visit Ghana por cerca de £10 milhões. Sean Connell, editor da The Sponsor, indicou perda média de 38% no valor da frente da camisa para os clubes impactados. As apostas migraram para as mangas: Betano no Aston Villa por £6 milhões, além de Stake, MrQ Casino, Kaiyun Sports, Bally Bet e LiveScore Bet em outros times. O Manchester United fechou parceria com a Betway nos kits de treino por £20 milhões.

Implicações para o Mercado Brasileiro sob a Lei 14.790/2023

A Lei 14.790/2023 instituiu o marco regulatório das apostas de quota fixa no Brasil e definiu regras para publicidade e patrocínios esportivos, com supervisão da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF). O deslocamento de marcas de apostas das frentes para as mangas na Premier League ilustra mecanismo que pode pressionar receitas de visibilidade de operadores locais que patrocinam clubes brasileiros, ao reduzir prêmios pagos por exposição frontal e forçar diversificação para outros ativos comerciais.

A fonte não detalha, porém, dados tributários da Receita Federal nem impactos específicos sobre a alíquota ou normas de compliance da SPA/MF. Permanece desconhecido se o precedente britânico antecipará maior escrutínio regulatório ou ajustes em valores de patrocínio no futebol nacional nos próximos ciclos.

Reporting: Gambling Insider

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Steve’s read · SCCG Intelligence

UK's front-of-shirt ban shows how regulatory pressure shrinks sponsorship dollars and shifts gambling brands to lower-visibility inventory.

We track how advertising restrictions reshape sponsorship economics worldwide. Brazil's Law 14.790/2023 mirrors this trajectory — operators there need to map exposure risk and diversify partnerships now before values collapse. The Premier League case is the playbook for what's coming in regulated markets everywhere.

SCCG angle: SCCG connects operators facing ad restrictions with alternative brand partnerships and sponsorship structures across our 545-partner network — including sports properties, media platforms, and non-traditional channels — so you diversify revenue before regulation forces your hand at a discount.

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