
O governo brasileiro prepara base de dados centralizada com CPFs de atletas federados para bloquear automaticamente seu acesso a bets, cumprindo a Lei 14.790. Giovanni Rocco apontou falta de conhecimento entre os esportistas e citou 5 milhões de bloqueados atuais, incluindo 3 milhões de programas sociais. A iniciativa também avança em agenda latino-americana contra o match-fixing via Convenção de Macolin.
SCCG Take — Operadores ganham ferramenta oficial que reduz compliance individual e fortalece a integridade. Reguladores precisam priorizar educação esportiva e cronograma claro para evitar brechas no mercado regulado.
O governo federal brasileiro está criando um sistema centralizado para impedir que atletas federados em atividade acessem as plataformas de apostas online autorizadas no país. A iniciativa, anunciada por Giovanni Rocco, secretário de Apostas Esportivas e Desenvolvimento Econômico do Esporte, vinculado ao Ministério do Esporte, prevê uma base de dados com os CPFs dos esportistas. Essa lista será repassada às casas de apostas, que deverão bloquear automaticamente as contas correspondentes.
O mecanismo transforma em automático uma restrição já prevista na Lei 14.790, que proíbe apostas de atletas, árbitros, membros de comissões técnicas, dirigentes, reguladores e outros profissionais com influência sobre competições. Segundo o projeto, o bloqueio valerá para todos os atletas federados, independentemente da modalidade.
A base de dados específica reduzirá a dependência de controles individuais feitos por cada operador autorizado. Rocco destacou que muitos atletas desconhecem a proibição legal, o que exige ações paralelas de comunicação e educação no setor esportivo. Conforme reportado pela Zona de Azar, o sistema ampliará a infraestrutura atual de restrições, que já atinge cerca de 5 milhões de pessoas: 3 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do BPC, 1,2 milhão no sistema centralizado de autoexclusão e 827 mil participantes do programa Desenrola, que aceitam o bloqueio por um ano ao aderir.
A medida integra esforços para proteger a integridade das competições e reduzir riscos de manipulação. Durante o anúncio, Rocco informou que o Brasil busca uma versão latino-americana da Convenção de Macolin, tratado internacional contra o match-fixing. O país foi o primeiro fora da Europa a aderir ao acordo e articula uma iniciativa regional com o Ministério das Relações Exteriores, federações esportivas e a Conmebol.
O sistema ainda está em desenvolvimento, sem cronograma definido de implementação. Uma vez em vigor, facilitará a identificação automática por parte dos operadores e reforçará a estratégia de centralização de restrições no mercado regulado.
Reporting: Zona de Azar
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We've guided operators through self-exclusion builds across Latin America — this is different. Brazil is engineering compliance at the infrastructure level, converting a legal ban into automated enforcement. Five million already blocked; now athletes join the registry. That's how serious markets mature.
SCCG angle: SCCG has compliance infrastructure partners live in Brazil and regulators across four LatAm markets in our network. We connect operators to the tech and legal advisors who can integrate these registries cleanly before enforcement tightens, and to the integrity monitoring platforms that align with Macolin protocols.
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