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Bets Ilegais Usaram Licença de Município com 2,3 Mil Habitantes para Movimentar até R$ 50 Bilhões

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Bets Ilegais Usaram Licença de Município com 2,3 Mil Habitantes para Movimentar até R$ 50 Bilhões

TL;DR — A Operação Conto da Sorte investiga 37 empresas que usaram licenças da Lotseridó, em Bodó (RN), para movimentar cerca de R$ 50 bilhões em bets ilegais. Foram cumpridos 14 mandados e bloqueados até R$ 145 milhões. O esquema explorou brecha regulatória de 2024 antes da vigência plena em 2025.

SCCG Take — O caso reforça a urgência de fiscalização rigorosa sobre outorgas municipais remanescentes para proteger operadores regulados e a arrecadação federal.

Um grupo de 37 empresas explorou outorgas emitidas pela Lotseridó, autarquia do município de Bodó (RN), para operar apostas esportivas ilegalmente em todo o país. As estimativas do Ministério da Fazenda indicam movimentação de cerca de R$ 50 bilhões nos últimos meses, segundo a Operação Conto da Sorte deflagrada nesta terça-feira (18).

A ação conjunta dos Ministérios Públicos de Pernambuco e Rio Grande do Norte, com a Receita Federal, cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, São Paulo e Ceará. Não houve prisões nesta fase. As autoridades solicitaram o bloqueio de até R$ 145 milhões em recursos dos investigados. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou a cifra inicial de R$ 50 bilhões e afirmou que os mandados ajudarão a precisar os valores exatos em breve.

Como Operava o Esquema

As empresas se valeram de uma brecha durante o período de transição para a regulamentação federal das apostas, efetiva desde janeiro de 2025. Ao longo de 2024, autarquias municipais e estaduais emitiram licenças mais baratas que as da União, permitindo operação nacional. No caso de Bodó, com apenas 2,3 mil habitantes, a Lotseridó credenciou bets de diversas regiões até outubro de 2025, quando encerrou as atividades após decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a brecha, como ocorreu antes com a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), que cobrava R$ 5 milhões por outorga contra R$ 30 milhões da esfera federal.

O promotor de Justiça Augusto Lima, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP do Rio Grande do Norte, afirmou que “Nada acontecia em Bodó. A prefeitura apenas entrou com a questão formal ou edital de credenciamento. E bets do Brasil todo, de forma irregular, foram credenciadas naquela prefeitura. E saíram explorando apostas de forma irregular, de forma irresponsável e sem autorização dos órgãos responsáveis”. Algumas empresas investigadas seriam de fachada, com sócios beneficiários de auxílios sociais federais. Os crimes incluem lavagem de dinheiro, induzimento à especulação, exploração de jogo de azar e loteria não autorizada, associação criminosa e contra as relações de consumo.

Conforme reportado pela Máquina do Esporte, o caso integra uma série de ações recentes contra irregularidades no setor, como a suspensão cautelar da Pixbet pelo Ministério da Fazenda após a Operação Arena da Polícia Federal, que apontou origem ilícita dos recursos para a taxa de outorga.

Reporting: Maquina do Esporte

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Steve’s read · SCCG Intelligence

Brazil's 2024 transition window let municipal licenses front $50 billion in illegal bets — the compliance threshold just got real.

We've worked Brazil's regulatory maze since the beginning, and this tells you everything: the gap between federal intent and local enforcement is a minefield. Operators who cut corners on licensing — anywhere in Latin America — just learned the cost. Clean entry, federal compliance, and transparent structures aren't optional anymore; they're survival.

SCCG angle: SCCG has placed compliance architects and licensed operators across Brazil for three years. When clients ask us about market entry or partnership diligence in LatAm, we run every credential through our network of regulators, legal counsel, and audited operators — because one bad license can cost you nine billion reasons to regret it.

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