
TL;DR — A rádio BNR expôs anúncios ilegais no Facebook e Instagram que miram usuários do Cruks com promessas de bônus e linguagem como “sem Cruks”. A Meta removeu o conteúdo após notificação, mas estimativas indicam receita de €7,3 milhões a €13,6 milhões com anúncios semelhantes. O caso revela lentidão das plataformas no combate à publicidade irregular de apostas.
SCCG Take — No Brasil, o episódio reforça a necessidade de a SPA/MF, sob a Lei 14.790/2023, definir mecanismos concretos de cobrança a big techs para bloquear anúncios que burlam autoexclusão, reduzindo riscos ao mercado regulado.
A estação de rádio holandesa BNR identificou evidências de anúncios de apostas ilegais que circulam de forma contínua no Facebook e no Instagram. Esses anúncios direcionam-se a consumidores vulneráveis, incluindo usuários registrados no Cruks, o registro nacional de autoexclusão dos Países Baixos.
Operadores irregulares utilizam as plataformas da Meta para alcançar clientes pagantes mesmo quando há risco de jogo excessivo. As propagandas empregam expressões como “sem Cruks” para indicar que os sites ignoram restrições de autoexclusão, oferecem bônus para incentivar depósitos e utilizam termos como “cassinos confiáveis” para transmitir credibilidade.
Quando alertada pela BNR, a Meta removeu os anúncios com rapidez. Ainda assim, persistem dúvidas sobre a velocidade geral da empresa no combate a conteúdos irregulares, conforme reportado pelo GamblingNews.
Os organismos setoriais KVA e VNLOK calculam que a Meta pode gerar entre €7,3 milhões e €13,6 milhões com anúncios de apostas ilegais voltados ao público holandês. O valor baseia-se em dados públicos disponíveis e reflete uma fonte de receita já consolidada para a plataforma.
A Meta tem ampliado ações contra publicidade ilegal, mas enfrenta acusações de lentidão, o que mantém o tema sob escrutínio. A investigação da BNR expõe como anúncios direcionados exploram vulnerabilidades mesmo em jurisdições com regras claras de proteção ao jogador.
A Lei 14.790/2023, que institui o marco regulatório das apostas esportivas e jogos online no Brasil, exige que operadores licenciados adotem medidas de jogo responsável e respeitem mecanismos de autoexclusão, com fiscalização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF).
O caso holandês ilustra o mecanismo pelo qual plataformas de mídia social podem ser usadas por operadores não autorizados para contornar sistemas de proteção ao jogador, prática que antecipa desafios semelhantes para a SPA/MF na supervisão de redes como Facebook e Instagram no território brasileiro.
A fonte não informa volumes de anúncios ou receitas geradas por esses conteúdos no Brasil, nem detalhes sobre eventuais notificações ou parcerias entre a SPA/MF e a Meta. Por isso, permanece desconhecido o ritmo exato com que o regulador brasileiro pretende exigir remoções preventivas ou aplicar sanções relacionadas a anúncios irregulares em redes sociais. Operadores e investidores devem acompanhar a evolução dessas demandas para avaliar impactos na conformidade e nos custos de licenciamento.
Reporting: GamblingNews
Generated by SCCG’s automated editorial system from published source reporting. SCCG Management holds editorial responsibility.
We've seen this pattern in every market we operate: platforms profit from illegal operators who exploit self-exclusion loopholes. The Dutch case — €7.3M to €13.6M in Meta revenue — shows how social media undermines responsible gambling frameworks. Brazil, the U.S., and every jurisdiction with player protections face identical enforcement gaps.
SCCG angle: SCCG helps licensed operators and regulators map digital advertising compliance across our 545-partner network. We connect you to the compliance tech, media monitoring tools, and regulatory affairs specialists who can document platform violations and build enforcement frameworks that protect your license and your customers from illegal competition.
Gaming, betting and prediction markets — the desk’s read, every weekday.
Subscribe →