
TL;DR — A polícia sul-coreana prendeu 58 suspeitos, incluindo um russo, por operar sites falsos que imitavam a Kangwon Land, atraindo 40 mil usuários e movimentando US$ 55,1 milhões entre 2022 e 2025. O esquema usou deepfakes e 70 contas de terceiros trocadas mensalmente. No Brasil, o caso alerta para riscos semelhantes sob a Lei 14.790/2023.
SCCG Take — O episódio reforça a necessidade de fiscalização rigorosa pela SPA/MF contra uso indevido de marcas, a fim de proteger a arrecadação tributária e a integridade dos operadores licenciados no mercado brasileiro.
A polícia da Coreia do Sul prendeu 58 pessoas acusadas de operar sites ilegais de apostas online que utilizavam a marca e os logotipos da Kangwon Land Inc., como noticiado pela GGRAsia. Os suspeitos incluíam um nacional russo apontado como líder das operações no país, com cinco deles colocados em custódia.
O grupo atraiu cerca de 40 mil usuários sul-coreanos ao se apresentar como plataforma oficial de apostas online da operadora. Os sites faziam uso não autorizado do logo da empresa e empregavam vídeos deepfake com rostos e vozes de atletas conhecidos para promover o serviço em redes sociais.
A Kangwon Land Inc. opera o complexo de cassino em Jeongseon, na província de Gangwon, sendo o único resort onde cidadãos sul-coreanos podem apostar. A polícia destacou que a empresa não oferece nenhuma plataforma de apostas online.
Os apostadores depositaram aproximadamente 78 bilhões de wons sul-coreanos (US$ 55,1 milhões) nos sites falsos entre outubro de 2022 e agosto de 2025. Os suspeitos usaram cerca de 70 contas bancárias registradas em nomes de terceiros, trocando-as mensalmente para evitar detecção. Os sites eram licenciados em jurisdições onde o jogo online é permitido e operavam em 35 idiomas, incluindo o coreano.
As autoridades afirmaram que vão continuar perseguindo operações ilegais que enganam consumidores ao explorar o nome de empresas estatais como a Kangwon Land.
A quadrilha mudou contas bancárias mensalmente e recorreu a deepfakes de atletas para atrair usuários, gerando volume relevante de depósitos antes de ser identificada. A investigação cibernética da Agência de Polícia Provincial de Gyeongbuk expôs como o uso indevido de marca pode escalar rapidamente em apostas online, com os sites simulando uma operação legítima da Kangwon Land.
A Lei 14.790/2023 estabelece a regulamentação de apostas de quota fixa no Brasil, exigindo licenças da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF) e definindo alíquotas tributárias sobre o GGR recolhidas pela Receita Federal. O caso sul-coreano ilustra o mecanismo de fraudes que exploram marcas conhecidas para desviar apostadores para plataformas não autorizadas, o que pode reduzir a base de arrecadação e comprometer a integridade do mercado regulado no Brasil.
A fonte não detalha ocorrências semelhantes no país nem ações específicas da SPA/MF ou da Receita Federal contra contas de terceiros em apostas ilegais. Isso indica que o volume exato de exposição local e o cronograma de aplicação de medidas preventivas ainda não são conhecidos, mas reforça a necessidade de monitoramento contínuo para operadores licenciados e reguladores brasileiros.
Reporting: GGRAsia
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We've watched operators fight clones across five continents. This case — deepfakes, rotating bank accounts, 40,000 victims — shows how fast fraudsters weaponize trusted brands. For licensed operators in Brazil, Asia, anywhere: your logo is now your biggest vulnerability if you don't actively police it and help regulators shut down imposters.
SCCG angle: SCCG helps licensed operators deploy brand-protection strategies and works with our compliance and tech partners to identify, report, and shut down clones fast — critical as Brazil's market matures and copycats proliferate. We've seen this movie; we know the countermeasures.
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