SCCG · Partners Hub

Jogo online ilegal nos EUA cresce 45,2% e atinge US$ 97,4 bilhões em GGR, superando o setor regulado

growfreshnorth-america
Jogo online ilegal nos EUA cresce 45,2% e atinge US$ 97,4 bilhões em GGR, superando o setor regulado

TL;DR — O jogo online ilegal nos EUA cresceu 45,2% em 2025, atingindo US$ 97,4 bilhões e 77% do mercado total, enquanto o regulado avançou apenas 23%. A legalização expandiu o mercado geral, mas não conteve os ilegais. No Brasil, isso alerta para a necessidade de forte fiscalização sob a Lei 14.790/2023.

SCCG Take — A experiência americana sinaliza que a SPA/MF deve priorizar o combate ao ilegal para proteger a arrecadação e a viabilidade dos licenciados no Brasil, evitando que o mercado regulado perca espaço como observado nos EUA.

Os operadores de jogo online ilegal nos Estados Unidos aumentaram seus rendimentos quase duas vezes mais rápido que o setor regulado durante o ano passado. O estudo da Gaming Compliance International (GCI), encomendado pela Campaign for Fairer Gambling (CFG) e reportado pela Yogonet, estimou que os sites e aplicativos não regulados geraram US$ 97,4 bilhões em receita bruta de jogo (GGR) de consumidores americanos em 2025, ante US$ 67,1 bilhões em 2024. Essa expansão de 45,2% supera o crescimento de 23% do setor regulado, que avançou de US$ 23 bilhões para US$ 28,3 bilhões.

No agregado, as perdas com jogo online nos segmentos legal e ilegal subiram de US$ 90,1 bilhões em 2024 para US$ 125,6 bilhões em 2025, alta de 39,4%. Os operadores sem licença representam agora 77% do mercado total de jogo online nos EUA em GGR, ante 74% no período anterior. A legalização de apostas esportivas online e cassinos não conteve o avanço dos ilegais e, ao contrário, ampliou o mercado geral enquanto os não regulados mantiveram ritmo forte de crescimento.

O setor legal usa a presença do setor ilícito para exigir a legalização e, depois, reivindica impostos e regulações baixas para competir contra o setor ilícito. Adotar medidas contra os maus atores do setor ilícito é a solução e deve ser a prioridade para todas as partes interessadas.

Dados estaduais e índice de perdas

O relatório aplica o Loss Ratio, que relaciona o GGR per capita às rendas per capita para medir as perdas como proporção dos rendimentos. Estados com apostas esportivas online e cassinos online legais registraram Loss Ratio médio de 1,38% em 2025. Aqueles com apenas apostas legais atingiram 0,99%, enquanto jurisdições sem nenhum dos dois produtos ficaram em 0,44%.

A Luisiana liderou o gasto relativo em jogo, com a maior parte atribuída a operadores ilegais. A Virgínia Ocidental, com ambos os produtos legais, teve Loss Ratio total de 1,57%, sendo 0,87 ponto percentual do setor não regulado. A Califórnia, sem legalização, registrou 0,43%, todo creditado à atividade ilegal. Os números confirmam que a existência de mercado regulado não elimina a demanda por operadores não licenciados.

Conexão com o mercado brasileiro

A Lei 14.790/2023 regulamentou as apostas de quota fixa e o jogo online no Brasil, com alíquota de 12% sobre o GGR e atribuição à Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF) da concessão de licenças e fiscalização. O caso americano mostra que a legalização expande o mercado total, mas não reduz necessariamente a fatia ilegal — que subiu para 77% —, o que pode antecipar pressão similar sobre operadores licenciados e sobre a arrecadação prevista pela Receita Federal no Brasil.

O mecanismo de ligação está na priorização de enforcement: sem ações contundentes contra os maus atores, o mercado regulado brasileiro pode conviver com competição desleal e perda de GGR tributável. No entanto, o relatório não traz dados ou projeções específicas para o Brasil, de modo que o impacto real no Loss Ratio local ou na efetividade das normas da SPA/MF após a plena outorga de licenças ainda permanece desconhecido. Operadores e reguladores devem acompanhar a evolução do enforcement nos próximos ciclos para calibrar estratégias.

Reporting: Yogonet LatinoAmerica

Generated by SCCG’s automated editorial system from published source reporting. SCCG Management holds editorial responsibility.

Steve’s read · SCCG Intelligence

Legalization expanded the pie but didn't stop illegal operators; they now own 77% of total U.S. online gaming.

We've watched this unfold state by state for three decades. Legalizing without enforcement just legitimizes the problem and grows the whole market — regulated and unregulated alike. Brazil's watching the same playbook under Law 14.790, and the lesson is clear: licensing without teeth means the black market wins share even as the legal sector celebrates.

SCCG angle: SCCG works across every regulated market globally — we connect operators, regulators, and enforcement tech partners who've actually moved the needle on illegal activity. If you're licensed in Brazil or expanding into newly legal markets, we bring you the compliance infrastructure, geofencing, payment controls, and policy relationships that protect your investment from being undercut.

SCCG Media · Daily briefing

Gaming, betting and prediction markets — the desk’s read, every weekday.

Subscribe →

Related

SponsoredThe Service Companies — SCCG partnerCasino Player Magazine July 2026 Issue Reports Pennsylvania Supreme Court Skill Games RulingEncore Boston Harbor $5 Side Bet Yields $38,028 on Royal Flush in Diamonds
Curated by SCCG · Powered by SCCG Technology