
TL;DR — Bernardo Freire, da ANJL, afirmou que proibir empresas legalizadas de apostas seria conivência com o crime. A medida empurraria os 60% de usuários do mercado legal para a ilegalidade, que já responde por 40% do setor, enfraquecendo proteções contra lavagem de dinheiro, endividamento e ludopatia. O alerta veio de seminário sobre desafios pós-regulamentação.
SCCG Take — A preservação do mercado regulado é essencial para manter controles efetivos. Operadores e reguladores devem priorizar soluções que equilibrem monitoramento e proteção de dados.
O consultor jurídico da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e sócio-fundador da BetLaw, Bernardo Freire, classificou como “conivência com o crime” uma eventual proibição das empresas legalizadas de apostas. A declaração foi feita durante o seminário “Desafios pós-regulamentação do mercado de apostas”, promovido pela ANJL em parceria com a Editora Globo. Freire alertou que a medida empurraria apostadores para o mercado ilegal, que hoje representa 40% do setor.
“Para mim, isso é conivência com o crime você querer proibir uma empresa legalizada, tirar o jogo online, sem qualquer fundamento, sem qualquer relevância, sem qualquer urgência. Essas empresas tomam todo o cuidado com respeito à LGPD, com a prevenção e o combate à lavagem de dinheiro e com a proteção de menores de idade. Se você tira esse mercado legal, acaba empurrando os usuários para a ilegalidade, quando 40% da população já acessa o mercado ilegal. Você vai jogar mais 60% no mercado ilegal. Isso, para mim, não tem outro termo: é conivência com a queda da proteção contra a lavagem de dinheiro, com a queda da proteção contra o endividamento e com a queda da proteção contra a ludopatia, que o governo, quando quer criar novas restrições, acaba apontando como causas”, afirmou, conforme reportado pela BNLData.
Freire defendeu que a manutenção de um mercado regulado garante mecanismos de controle sobre as plataformas e protege os apostadores. A proibição ampliaria a lavagem de dinheiro, o endividamento e a ludopatia. As empresas autorizadas precisam identificar comportamentos de risco e operações suspeitas sem violar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e as regras de prevenção à lavagem de dinheiro.
O seminário reuniu representantes do setor para debater os próximos desafios da regulamentação no Brasil. Freire destacou a responsabilidade compartilhada: proteger o apostador e cumprir obrigações de fiscalização e comunicação às autoridades. A posição reforça que recuar na regulamentação pode fortalecer a ilegalidade em vez de combatê-la. Operadores devem avançar em ferramentas de detecção de riscos para sustentar a credibilidade do mercado legal.
Reporting: BNLData
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We've built the legal framework alongside operators across 545 partnerships in every regulated market. Brazil's bet is clear: regulation works, prohibition backfires. When 40% of bettors already use illegal sites, banning the legal 60% doesn't protect anyone — it erases every compliance guardrail we've spent three decades helping clients build.
SCCG angle: SCCG has spent 30 years connecting operators to the regulatory, legal, and tech partners who make compliance workable — especially in markets like Brazil where the rules are new and the stakes are survival. We help clients build the monitoring, data, and reporting systems that keep them legal and keep regulators satisfied.
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