
TL;DR — Relatório da IBIA projeta GGR regulado de R$ 23,7 bilhões até 2030, com mais de 80% do volume online em mãos de operadores licenciados. Foram 68 alertas de suspeitas entre 2021 e 2025, com pico de 25 em 2025 e futebol concentrando 51 casos. A regulação fortalece supervisão e receita pública.
SCCG Take — Operadores devem acelerar a regularização para capturar a maior fatia do mercado projetado, enquanto reguladores precisam reforçar o monitoramento para garantir integridade sustentável.
O relatório financeiro da International Betting Integrity Association (IBIA) sinaliza a consolidação do mercado regulado de apostas no Brasil após o licenciamento federal iniciado em 2025. A migração de plataformas offshore para operadores licenciados deve fortalecer a arrecadação pública e direcionar o capital para canais monitorados pelas autoridades, conforme reportado pelo iGaming Brazil. Essa evolução altera o fluxo financeiro e amplia a supervisão sobre as transações.
As operadoras licenciadas assumem papel central ao compartilhar dados cadastrais de clientes e reportar movimentações atípicas aos órgãos competentes. O ambiente regulado submete maior volume de atividades a sistemas de monitoramento diário, inibindo práticas suspeitas de forma mais eficaz.
Entre 2021 e 2025, a IBIA registrou 68 alertas de movimentações suspeitas no país, distribuídos por oito modalidades esportivas. O futebol liderou com 51 casos, seguido por basquete e tênis, com seis ocorrências cada. Em 2025 isoladamente, o número de notificações atingiu pico de 25. Esses dados ilustram a urgência de controle rigoroso para proteger a integridade do setor.
A IBIA estima que o faturamento bruto do setor (GGR) atinja R$ 28,8 bilhões, ou cerca de US$ 4,7 bilhões, até 2030. Desse montante, o ambiente amparado por licenças federais deve responder por R$ 23,7 bilhões, enquanto as operações offshore se limitam a R$ 5,1 bilhões. Com isso, mais de 80% de todo o volume apostado online no Brasil deve estar sob regulação plena ao final da década. Essa tendência exige que operadores e reguladores priorizem mecanismos de compliance e monitoramento contínuo para sustentar o crescimento supervisionado.
Reporting: iGaming Brazil
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