
TL;DR — José Francisco Manssur afirma que a regulação é a solução para o mercado de apostas, em vez da proibição, citando os R$ 9 bilhões em impostos gerados e o exemplo de 220 milhões de jogadores ilegais na China. Ele analisou o julgamento no STF, elogiando a intervenção de André Mendonça e esperando retomada até novembro. A visão reforça a Lei 14.790/2023 no Brasil.
SCCG Take — Operadores e reguladores devem monitorar o STF para preservar o marco da Lei 14.790/2023, que garante controle estatal e receitas, evitando um mercado selvagem sem tributação.
José Francisco Manssur, ex-assessor especial da Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda e um dos responsáveis pela regulamentação do mercado brasileiro de apostas, afirmou que a proibição não resolve os problemas do setor. Em entrevista ao TalkDeBola, do BandSports, ele defendeu que a solução é regular a atividade para evitar que milhões de brasileiros migrem para plataformas ilegais, mantendo controle sobre manipulação, publicidade e operações abusivas.
Manssur citou o caso da China, onde o governo estima que mais de 220 milhões de pessoas jogam de forma ilegal apesar da proibição. “Ou seja, se proibir fosse a solução… Só que você não tem mais controle da manipulação, publicidade, etc. Vira algo selvagem”, explicou. Ele lembrou que a atividade já era legal desde 2018, mas ficou cinco anos sem regras, o que gerou muitos dos desafios atuais. Agora, com a regulamentação em curso, há 34 portarias sobre bets e o setor gera mais de R$ 9 bilhões em impostos, além de empregar milhões de pessoas em áreas como meios de pagamento e publicidade.
“A solução é regular”, concluiu Manssur, conforme reportagem do iGaming Brazil.
Manssur também comentou as primeiras manifestações no julgamento de um recurso extraordinário sobre a exploração de jogos no Supremo Tribunal Federal. Ele destacou a intervenção do ministro André Mendonça, que apontou a ineficácia de uma proibição para impedir apostas e combater ações ilegais, especialmente sob a regulação brasileira, considerada uma das mais rígidas do mundo. O advogado espera que esses argumentos sejam considerados na retomada do julgamento, após o pedido de vistas do ministro Flávio Dino, com retorno previsto até novembro.
A posição de Manssur se liga diretamente à Lei 14.790/2023, que instituiu a regulação das apostas de quota fixa e é operacionalizada pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA/MF) por meio de normas específicas. O mecanismo de ligação é que a lei permite ao Estado tributar e fiscalizar operadores autorizados, gerando receitas como os R$ 9 bilhões mencionados e ferramentas de controle ausentes em cenários proibitivos. Isso antecipa para reguladores e operadores brasileiros a necessidade de defender o arcabouço atual contra eventuais retrocessos no STF, preservando o equilíbrio entre arrecadação, emprego e combate ao ilegal. O que ainda não se sabe é o desfecho final do julgamento e seu impacto exato sobre as 34 portarias já emitidas.
Reporting: iGaming Brazil
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We've spent three decades watching markets crack open or slam shut — Brazil's battle at the STF will decide whether R$9 billion in tax revenue and real oversight survive, or whether operators face a China-style prohibition that pushes 220 million players underground. Manssur built this law; his voice carries weight as justices decide its fate.
SCCG angle: SCCG has guided 545 partners through every major market opening — we're tracking this STF case daily because our Brazil-licensed clients need to know if their market holds or folds. We connect operators to the legal and lobbying infrastructure that shapes outcomes like this, and we'll pivot strategy the day the ruling drops.
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